Mais frases de Hercules Robinson!

As Quatro Estações de Nós ⁠Seus olhos eram como a primavera, seu brilho faziameu coração se abrir, assim como as flores desabrocham ao toque da luz e as árvores renascem após longos outonos, Sua pele era fria como o gelo, era como neve branca que prevalece ao inverno. Nós tínhamos uma química quente como o verão. Mas, no fim, fomos outono. Caímos como folhas secas, e o que era “nós” virou chão. Morreu. Pois agora, duas almas são condenadas a vagar por esse mundo vasto, até encontrar a primavera no olhar de outro alguém, e renascer novamente.

Por anandayasmin

Sol que Ama a Chuva ⁠Ela era como o sol As outras estrelas não se igualavam à luz dela. Genuinamente feliz. Seus sentimentos eram poesias, e pinturas — fossem elas em seu próprio corpo ou em uma parede qualquer. Sua arte era sua beleza, que era cada vez mais realçada pelas pinceladas que ela mesma fazia questão de dar. Era consciente de que esculpir seu corpo doía na alma, mas ela não tinha medo de deixar sua obra mais bonita: seu corpo, seu templo. Ela não precisava de admiradores; a própria admiração já era mais que suficiente. Sua beleza se assemelhava às mais lindas rosas, às mais verdes florestas. Ela era sol — mas dias bonitos, para ela, eram dias nublados, chuvosos e escuros. A natureza era sua inspiração, mas ela morava na cidade, onde dificilmente era possível avistar uma árvore. Ela era como as estações: alegre, iluminada, fria, colorida, vasta... Ela mudou. Seus interesses ainda são os mesmos, porém ela se perdeu — e não é capaz de se encontrar mais. Ela só quer paz.

Por anandayasmin

⁠Desligue a Humanidade Eu não quero ser humana. Quero não ter sentimentos, pois dói menos. Não quero sentir que tenho amor para dar, sem ter ninguém para recebê-lo. E eu não quero alguém como provavelmente alguém talvez me queira. Quero alguém de verdade. Não quero ser humana. Quero voltar a ser uma máquina, ter como maior objetivo coisas a longo prazo, não quero querer amar ninguém. E, por favor, caso eu me torne quem eu era, não coloque ninguém na minha vida. Não quero fazer ninguém sofrer como estou sofrendo agora.

Por anandayasmin

⁠Todas as lágrimas que, por longos três anos, guardei, vêm à tona agora — de uma vez só. Receio que nem todos os lugares tenham um banheiro onde eu possa chorar escondida. Foram tantos meses engolindo o choro que, a qualquer momento, um gatilho vindo do fundo do meu ser pode me desabar de dentro para fora. Sei que, daqui a alguns anos, vou olhar para trás e pensar que meu sofrimento foi prematuro, que ainda dava tempo. Mas eu não quero chegar até lá para viver o que acabei de narrar. Quero olhar para trás e perceber que sofrer foi necessário para crescer. Que a frustração com a realidade me moveu, de verdade. Quero, com todo o meu ser, olhar para trás e ter orgulho de mim — por ter ficado, e por ter escolhido seguir.

Por anandayasmin

⁠Sonhar cansa. No auge dos dezoito anos, sonhando com a mesma coisa, já não restam esperanças de que um dia se torne realidade. Sentir-se inútil, velha demais para tentar — ainda que, no fundo, seja apenas uma distorção. Entretanto, a pressão despenca sobre você como um navio de toneladas, de uma vez só. Uma implosão debaixo d’água. Tudo irrita: as pessoas privilegiadamente ingênuas, moldadas por criações brandas e seguras, que subestimam seus problemas, seus sentimentos. E como dói… a cabeça, os olhos, a barriga, o coração, o apêndice, as costas, os nervos, as pernas, a respiração. Dói existir.

Por anandayasmin

⁠Amores urbanos Nostalgico como memórias antigas chegaria a ser um romance? Tem cheiro de café passado em coador de pano pela manhã falando em café, tem gosto intenso e ardente Soa como um romance jovem e maduro de cidade grande É paciente Acontece naturalmente É como se todos os momentos fossem efêmeros como a primeira vez, e inesquecíveis como a ultima. É sobre reflexões profundas, filososfias e conversas dispersas Sensações indescritíveis, sentimentos indefinidos Reconfortante como passeios aleatórios e dias chuvosos é como dias intensamente frios, me provoca na alma um incêndio silêncioso Nossa aura dança entre o ocaso e a noite, como sussurros da brisa gelada da madrugada Cabe a mim questionar, mas também sou humana! Sei lá, talvez seja coisa de ariana.

Por anandayasmin

Nunca tome uma atitude se sua vontade não permeia constantemente dentro de você.

Por anandayasmin

Potencial Submerso ⁠Você é um mar de águas claras, cheio de peixinhos, pedras brilhantes, água fresca. Mas está em uma caverna, escondida. Quando o mundo se revolta, você se encontra com o sol — mas te encontram também. E te sujam. Não deixam você ser quem você é. Não deixam sua beleza se exaltar, muito menos aproveitam sua água fresca. Matam seus peixinhos. Te enchem de lixo. Você simplesmente não consegue ser o melhor de você. Não consegue ser você mesma. Você tem tanto potencial...

Por anandayasmin

Apocalipse, AP, 4:9, Sempre que esses seres viventes davam glória, honra e ações de graças ao que está sentado no trono, ao que vive para todo o sempre,

Por Apocalipse, Novo Testamento

Mulheres Meio Ananda ⁠Nós, mulheres meio Ananda, queremos ser sentidas, não apenas vistas. Queremos alguém que decifre nossos silêncios, que ouse atravessar o mistério por trás do olhar, e encontre, ali dentro, a vastidão de um universo que pulsa. Falamos da vida — sim, falamos — mas não nos resumimos a palavras. Há em nós um canto que nem mesmo sabemos entoar. Um desejo sem nome, uma sede de viver com leveza e fúria, com beleza e verdade, tocando com os olhos, os dedos, a alma, as maravilhas que o mundo esconde. Nós, mulheres meio Ananda, aprendemos a nos amar com o mesmo cuidado que um dia esperamos receber. Nos amamos no espelho e no silêncio, nos cuidamos como se fossemos jardim — flores e espinhos, sol e sombra. Desejamos ser amadas assim: sem podas, sem medo, inteiras. Nossos sonhos — mesmo os mais banais — carregam o peso doce do coração. Somos de instantes e de eternidades. Queremos o alto de um prédio em Nova York, e também um chalé rústico, banhado pelo pôr do sol, ao lado do mar, com um cabrito chamado Tobias e um golden de olhar fiel. E ainda que não leiamos sempre, amamos a ideia de uma biblioteca — não pelas palavras, mas pela beleza quieta que ela carrega. Afinal, o que queremos, nós, mulheres meio Ananda? Queremos viver com sentido, rir com o corpo inteiro, colecionar momentos que fiquem na pele. Queremos lembrar por que estamos vivas, ser compreendidas sem precisarmos nos explicar. Queremos — apenas isso — ser felizes.

Por anandayasmin