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⁠O que devo comer? Como é que cada animal, cada peixe, cada inseto - cada outra criatura na face da Terra - descobre isso tão facilmente, e nós ainda estamos aqui nos questionando?

Por Darin Olien

Cântico dos Cânticos, CT, 2:6, A sua mão esquerda está debaixo da minha cabeça, e a direita me abraça.

Por Cântico dos Cânticos, Antigo Testamento

Sou mais a palavra ao ponto de entulho. Amo arrastar algumas no caco de vidro, envergá-las pro chão, corrompê-las, - até que padeçam de mim e me sujem de branco.

Por Manoel de Barros

⁠Todos os dias uma peça musical, um conto ou um poema morrem porque sua existência já não se justifica em nosso tempo. E as coisas que antes eram consideradas imortais tornaram-se mortais outra vez, ninguém mais as conhece. Mesmo que elas mereçam sobreviver.

Por Elfriede Jelinek

Juízes, JZ, 14:16, Então a mulher de Sansão chorou diante dele e disse: - Você só me odeia! Você não me ama! Pois você deu aos homens do meu povo um enigma a decifrar e ainda não me contou o significado. Mas Sansão respondeu: - Olha! Nem para o meu pai nem para a minha mãe eu contei o significado do enigma. E acha que eu iria contar para você?

Por Juízes, Antigo Testamento

Nosso fracasso em abordar pressões entre família e trabalho nos níveis mais altos das tomadas de decisão mundial limita centenas de milhões de mulheres todos os dias, tanto em termos de ascensão e liderança quanto de mesclar uma carreira satisfatória a uma parceria saudável e à maternidade.

Por Indra Nooyi

E eu sei que você sabe Quase sem querer Que eu quero o mesmo que você

Por Legião Urbana

Se eu de ti me esquecer Se eu de ti me esquecer, nem mais um riso Possam meus tristes lábios desprender; Para sempre abandone-me a esperança, Se eu de ti me esquecer. Neguem-me auras o ar, neguem-me os bosques Sombra amiga, em que possa adormecer, Não tenham para mim murmúrio as águas, Se eu de ti me esquecer. Em minhas mãos em áspide se mude No mesmo instante a flor, que eu for colher; Em fel a fonte, a que chegar meus lábios, Se eu de ti me esquecer. Em meu peregrinar jamais encontre Pobre albergue, onde possa me acolher; De plaga em plaga, foragido vague, Se eu de ti me esquecer. Qual sombra de precito entre os viventes Passe os míseros dias a gemer, E em meus martírios me escarneça o mundo, Se eu de ti me esquecer. Se eu de ti me esquecer, nem uma lágrima Caia sobre o sepulcro, em que eu jazer; Por todos esquecido viva e morra, Se eu de ti me esquecer.

Por Bernardo Guimarães

Comecei o dia com um pouco de chá de nada. Chá de nada é fácil de fazer. Primeiro, pegue água quente, depois, não acrescente nada.

Por Andy Weir

A noite toda a selva dissolvendo-se em sândalo e esquecimento. Casas, degraus a prumo, águas despedaçadas. Equilíbrio precário num fio de luz.

Por Eduardo Pitta