Veja outros textos inspiradores!

Os loucos às vezes se curam, os imbecis nunca.

Por Oscar Wilde

Jó, JÓ, 13:24, ´Por que escondes o teu rosto e me consideras teu inimigo?

Por Jó, Antigo Testamento

Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.

Por Luis Fernando Verissimo

⁠Passar por momentos tristes e conturbados me ajudou a desconstruir comportamentos e crenças que me paralisavam e a forjar, a muito ferro e fogo, a minha personalidade atual.

Por Cátia Damasceno

E você se diz tão forte que às vezes me sinto frágil E tanta radiação deixou nosso lance tão chato E a razão de tanta briga foi não me calar primeiro E achar que todo erro se consertaria com dinheiro

Por FBC

Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo.

Por Carlos Drummond de Andrade

Gênesis, GN, 41:52, Ao segundo deu o nome de Efraim, pois disse: ´Deus me fez próspero na terra da minha aflição.`

Por Gênesis, Antigo Testamento

É preciso coragem para mudar o coração das pessoas.

Por Green Book: O Guia

Só existem dois motivos para que alguém se preocupe por você: ou ela te ama muito ou você tem alguma coisa que a interessa.

Por Capitão Jack Sparrow

Era uma vez um menino que amava demais. Amava tanto, mas tanto, que o amor nem cabia dentro dele. Saía pelos olhos, brilhando, pela boca, cantando, pelas pernas, tremendo, pelas mãos, suando. (Só pelo umbigo é que não saía: o nó ali é tão bem dado que nunca houve um só que tenha soltado). O menino sabia que o único jeito de resolver a questão era dando o amor à menina que amava. Mas como saber o que ela achava dele? Na classe, tinha mais quinze meninos. Na escola, trezentos. No mundo, vai saber, uns dois bilhões? Como é que ia acontecer de a menina se apaixonar justo por ele, que tinha se apaixonado por ela? O menino tentou trancar o amor numa mala, mas não tinha como: nem sentando em cima o zíper fechava. Resolveu então congelar, mas era tão quente, o amor, que fundiu o freezer, queimou a tomada, derrubou a energia do prédio, do quarteirão e logo o menino saiu andando pela cidade escura -- só ele brilhando nas ruas, deixando pegadas de Star Fix por onde pisava. O que é que eu faço? -- perguntou ao prefeito, ao amigo, ao doutor e a um pessoalzinho que passava a vida sentado em frente ao posto de gasolina. Fala pra ela! -- diziam todos, sem pensar duas vezes, mas ele não tinha coragem. E se ela não o amasse? E se não aceitasse todo o amor que ele tinha pra dar? Ele ia murchar que nem uva passa, explodir como bexiga e chorar até 31 de dezembro de 2978. Tomou então a decisão: iria atirar seu amor ao mar. Um polvo que se agarrasse a ele -- se tem oito braços para os abraços, por que não quatro corações, para as suas paixões? Ele é que não dava conta, era só um menino, com apenas duas mãos e o maior sentimento do mundo. Foi até a beira da praia e, sem pensar duas vezes, jogou. O que o menino não sabia era que seu amor era maior do que o mar. E o amor do menino fez o oceano evaporar. Ele chorou, chorou e chorou, pela morte do mar e de seu grande amor. Até que sentiu uma gota na ponta do nariz. Depois outra, na orelha e mais outra, no dedão do pé. Era o mar, misturado ao amor do menino, que chovia do Saara à Belém, de Meca à Jerusalém. Choveu tanto que acabou molhando a menina que o menino amava. E assim que a água tocou sua língua, ela saiu correndo para a praia, pois já fazia meses que sentia o mesmo gosto, o gosto de um amor tão grande, mas tão grande, que já nem cabia dentro dela.

Por Antonio Prata