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⁠Aqui onde se espera... Sempre um lenço de despedida... Em alma que flutua... Na luz órfã do dia... São certos os abismos... Escondendo os perigos... Da mentira que roda e enlaça... Sufocando toda graça... Do falso amor sentido... Descobre-se impaciente os recados... Sentado à mesa dum café passado... Pega-se pensando e quando socorreste o miserável... Percebesse estar só e só ter criado embaraços... Talvez não suspeites... Que na verdade nenhum lugar ocupastes... Apenas distraites... Com o que não te pertences... Na escuridão que procura e adormece... Rolando o leito que se aquece... Nenhum conhecido que tivesse... O amor que o pegue criado... Terra assombrada que lhe é devida... Cuja vida é água a correr... Para a fronteira fechada... Enganando-se a sofrer... Aproveitar o tempo... Tirar da alma os bocados... Antes só... Que mal acompanhado... Sandro Paschoal Nogueira

Por Sandro Paschoal Nogueira

⁠Seus olhos contemplaram a beleza não na realidade, mas na palavra impressa. Parado na sala de espera, ele percebeu que havia aceitado a experiência secundária - a experiência de ler os pensamentos de outra pessoa - em vez da vida real.

Por Ian Rankin

Vamos fazer isso direito. Vamos com tudo. Chega de contrato. Chega de rede de segurança. Pode partir meu coração. Faça o que quiser com ele.

Por Jenny Han

Ezequiel, EZ, 23:39, Pois, havendo sacrificado seus filhos aos ídolos, vieram, no mesmo dia, ao meu santuário para o profanarem; foi o que fizeram em meu templo.

Por Ezequiel, Antigo Testamento

Leap and the net will appear.

Por John Burroughs

Se eu pudesse agarrar um arco-íris Eu o pegaria só para você E compartilharia com você a sua beleza Nos dias em que você se sentisse triste. Se eu pudesse construir uma montanha Você poderia chamá-la de só sua, Um lugar para encontrar serenidade, Um lugar para estar sozinho. Se eu pudesse pegar seus problemas Eu os jogaria no mar. Mas todas estas coisas em que eu estou pensando São impossíveis para mim. Eu não posso construir uma montanha Ou pegar um belo arco-iris. Mas deixe-me ser o que eu sei de melhor, Um amigo que está sempre por perto

Por Fênix Faustine

II Crônicas, 2CR, 5:8, Pois os querubins estendiam as asas sobre o lugar da arca e, do alto, cobriam a arca e os seus cabos.

Por II Crônicas, Antigo Testamento

Minha vida nunca foi tão boa. Não preciso mais esconder meu namorado incrível. Não sofro bullying. Tudo está perfeito.

Por Heartstopper (série)

O QUE FOI DITO BÊBADO FOI PENSADO SÓBRIO Ah, quantos de nós temos coragem de traduzir em palavras as explosões de afeto, fúria ou ódio, claramente estampadas em nossos olhos. Quantos de nós se escondem atrás dos véus da conveniência, ardilosas maquiagens, máscaras de bem-se-relacionar no cotidiano, guardando tudo o que nos ameaça ou fragiliza no quarto escuro de emoções cansadas, amassadas e contraditórias. Francamente. Quase não há espaço para o amor e a ternura se acomodarem junto ao medo, a insegurança e a frieza, pois o quarto é diminuto — do tamanho de uma solitária prisional. Nele se empilham sentimentos opostos, paradoxos da alma. A dor e a ternura se acotovelam, exaustas. Durante os dias inteiros de nossa existência, esses, dentre tantos outros sentimentos aglomerados no escuro e sujo cubículo, se empurram, pisoteiam, à cata de algumas moléculas de oxigênio que tragam um pouco de paz e conforto aos nossos conturbados corações. Às vezes nos drogamos. Diante da tevê, por exemplo, nos esvaziamos de quaisquer convicções e competências críticas. Amortecemos vontades, iniciativas, indagações. Matamos o líder que em nós se contorce, em prol de ovelhas passivas e tristes, que pastoreiam livremente em nosso embotado cérebro. Despendemos imensurável tempo lendo revistas sobre celebridades, escutando maledicências da vizinha, lendo jornais sensacionalistas. Também nos dedicamos com ardor às redes sociais, construindo aí inúmeros perfis sedutores, que costumam sair bem na foto. Incorporamos à nossa pele papéis desgastados de salvadores, vítimas, benfeitores ou revolucionários. Sempre visando causar impacto. Impressionar nossa atordoada rede de famintos seguidores. Zumbis do social media. Abdicamos conscientemente das noções de espaço, tempo e conveniência. Optamos por drogas leves ou pesadas. Alucinógenos da moda, distribuídos em festinhas, shows e noitadas. O que foi dito bêbado foi pensado sóbrio. A declaração de amor asfixiada na garganta. O deboche, a ironia e o cinismo encapsulados, obstruindo alguma artéria falida do nosso estressado corpo. Falar o que se pensa de cara limpa, normalmente está fora de cogitação. Faz mal ao ego, às vaidades torpes, à assumida prevalência que ostentamos uns sobre os outros. A vida é tanta e corre tão disseminada por nossa pele, veias e sentidos, despejando, imparcialmente, horrores e belezas únicas por nosso tortuoso destino. Mal conseguimos divisar flores raras, pássaros belíssimos em extinção, paisagens mágicas, caminhos largos e ensolarados. Paixões tidas como mortas ou desfalecidas reacendem com vigor, ameaçando nos queimar a língua e afoguear o rosto. É preciso estar atento e forte para conversar com a vida, sem escondê-la das imensas demandas e os legítimos anseios que pulsam sem pudor da cabeça aos pés. O que foi dito bêbado foi pensado sóbrio. Então, aguentemos a ressaca passar, neste momento ainda emaranhado em tantos sentimentos e emoções. Espera-se de nós, mesmo que teimemos em fechar os olhos, janelas abertas, ventos refrescantes, sorrisos plenos de verdade. Isso é o que importa para que a felicidade, hoje tão andarilha, encontre de novo morada e aconchego em nossa boca.

Por Graça Taguti

⁠O mundo tá cheio de atores, repleto de traidores, disfarçando em sorrisos a mais pura má intenção.

Por GREGO (rapper)