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Por Astrid Cabral
Minha infância é hoje aquele peixe de prata que me escorregou da mão como se fosse sabão. Mergulho no antigo rio atrás do peixe vadio – Quem viu? Quem viu? Minha infância é hoje aquele papagaio fujão no ar, sua muda canção. Subo nos galhos da goiabeira atrás do falaz papagaio – me segura, me segura senão eu caio.