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Não há mal maior do que matar. Não me importa se chamam isso de guerra ou justiça. A vida é preciosa.
Por Brian JacquesA vida não possui regras. Apenas viva cada dia como se fosse único. E agradeça a cada experiência vivida.
Por Laís Carvalho - Diário Meu OficialQuando de minhas mágoas a comprida Maginação os olhos me adormece, Em sonhos aquela alma me aparece Que pera mim foi sonho nesta vida. Lá numa saudade, onde estendida A vista pelo campo desfalece, Corro pera ela; e ela então parece Que mais de mim se alonga, compelida. Brado: - Não me fujais, sombra benina! Ela, os olhos em mim c'um brando pejo, Como quem diz que já não pode ser, Torna a fugir-me; e eu gritando: - Dina... Antes que diga: - mene, acordo, e vejo Que nem um breve engano posso ter.
Por Luís de CamõesAOS 3 ANOS: Ela olha pra si mesma e vê uma rainha. AOS 8 ANOS: Ela olha pra si mesma e vê Cinderela. AOS 15 ANOS: Ela olha pra si mesma e vê uma freira horrorosa. (mãe, eu não posso ir pra sala desse jeito!!!) AOS 20 ANOS: Ela olha pra si mesma e vê muito gorda/muito magra, muito alta/muito baixa, muito liso/muito encaracolado, mas decide que vai sair assim mesmo... AOS 30 ANOS: Ela olha pra si mesma e vê muito gorda/muito magra, muito alta/muito baixa, muito liso/muito encaracolado, mas decide que agora não tem tempo pra consertar essas coisas então vai sair assim mesmo... AOS 40 ANOS: Ela olha pra si mesma e vê muito gorda/muito magra, muito alta/muito baixa, muito liso/muito encaracolado, mas diz: pelo menos eu sou limpa e sai mesmo assim... AOS 50 ANOS: Ela olha pra si mesma e vê eu sou e vai pra onde ela bem entender... AOS 60 ANOS: Ela olha pra si mesma e se lembra de todas as pessoas que não podem mais se olhar no espelho. Sai de casa e conquista o mundo... AOS 70 ANOS: Ela olha pra si mesma e vê sabedoria, risos, habilidades, sai para o mundo e aproveita a vida... AOS 80 ANOS: Ela não se incomoda mais em olhar pra si mesma. Põe simplesmente um chapéu violeta e vai se divertir com o mundo... Talvez a gente devesse pegar aquele chapéu violeta mais cedo...
Por Erma BombeckII Pedro, 2PE, 3:4, e dizendo: ´Onde está a promessa da sua vinda? Porque, desde que os pais morreram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação.`
Por II Pedro, Novo TestamentoNão importava se tinha razão, devia me calar. No meu tempo, ser educado era ficar em silêncio. Na mesa, não podia emitir som que não fosse da natureza do garfo e da faca. Criança aceitava, não falava. Como um bicho doméstico, um galo, um cachorro, um gato, um canário belga. Encabulava quando raspava a louça, arranhava as rodas ao estacionar no meio-fio do prato. Meu pai falava sem parar dos negócios, dos vizinhos, do futebol e eu escutava com continência e louvor. Nunca me passou pelos ouvidos nenhuma pergunta inteligente para fazer, até porque as perguntas inteligentes surgem das bobagens e não corria riscos. Se as conversas tivessem sido gravadas na época, descobriria que não apareci na própria infância. Entrava com um "obrigado" e saía no "com licença". Não questionava os hábitos, preocupado em me ver livre o mais rápido possível daquela cena. Não sabia como viver para me sentir morto. Não sabia como morrer para me sentir vivo. Meus bolsos cheios de bolas de gude para acompanhar as mãos. Os bolsos do meu pai cheios de chaves para desafiar as mãos. Os bolsos de minha mãe cheios de pedras do terço para esquecer as mãos. A sobremesa era sagu ou arroz de leite, que comia com vagar e ódio, já que consistia na mesma merenda da escola. Passava o dia comendo sagu ou arroz de leite. A canela em cima do doce me arrepiava de careta, emburricava a respiração. Me censurava antes da censura, me proibia antes da negação, me cavava antes de ser enterrado. Pensativo como quem se penteia no espelho. Prestativo como quem tem culpa por crescer. Nas saídas em família, permanecia igualmente calado, omisso, aceitando que as pessoas secassem seus dedos no meu rosto em cada encontro. Quando recebia um elogio público de comportado, o pai sorria, a mãe sorria, e bem que tentava sorrir, mas os dentes eram de leite e logo cairiam. Nunca levantei a voz. Falava para dentro, com a cabeça inclinada de cavalo cansado. Tinha serenidade porque não encontrava outro sentimento para colocar em seu lugar. Não havia estômago para chegar ao fim da esperança. Não estava escuro para me defender com vela, muito menos claro para procurar sombras. Conhecia de cor o ato de contrição, apesar da dificuldade de inventar pecados. A humildade lembrava covardia, o que explica minha vontade insana de fazer calar esse tempo, o meu tempo de camisa fechada até o último botão.
Por Fabrício Carpinejar"Quando estiver perto da morte, reze por sua vida com todo o seu coração, quem sabe? Um Deus bondoso pode estar escutando em algum lugar".
Por Goblin