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UM MILHÃO DE BITS Um milhão de bits em um milionésimo de segundo, amor um súbito sussurrar de sílabas suas ecoa em mim mil beats, batida comum em corações binários zero: um: zero: um um breve bater de pálpebras e sentidos explodem modulados por modems emol durados, amor, em fibras óticas...
aceita o vôo é o leito da borboleta
O que eu não faria para ser como a criança que perde a pele mas não percebe que se transforma O que eu não daria para ter férias da cabeça.
1. A poesia só nasce quando estamos sozinhos, penabundeados ou solitários por escolha. Para bebês-poemas virem à luz, é necessário ser 1) jovem. Ou então ser 2) velho, porém manter o espírito jovem, ou livre, o que no fundo é a mesma coisa. Contudo, atenção: existe um tipo de amizade nesse período inicial da vida, baseada na descoberta do outro, e tal encontro (tão raro) costuma ser frutífero para a poesia. Dele nascem escolas poéticas, guerras entre escolas poéticas, poeticídios de todo gênero, a origem e o fim do mundo.
5. Aceite entrar num clube apenas para ter o prazer de sair um segundo depois de entrar. Se a dissidência acontecer com alguma pancadaria, melhor ainda, pois poemas são meio vampiros e gostam de sangue.