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Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada “impulso vital”. Pois esse impulso às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como “estou contente outra vez”.
Por Caio Fernando AbreuO ser humano tem uma facilidade de acomodação que o torna sensível a mudança do próprio estado de espírito.
Por Paulo IsmaelE quando te decepcionarem, você se levantará do chão. Pois a manhã volta a surgir e é mais um dia de Sol.
Por La La Land: Cantando EstaçõesÀs vezes, parece que a mídia existe principalmente para definir padrões impossíveis e, em seguida, envergonhar as pessoas que não fazem o possível para alcançá-los.
Por Carina ChocanoDe cinza são formadas as tuas nuvens Que embargam os olhos, te impedem de enxergar O brilho amarelo do vestido, Sol de domingo Do teu sorrir e de fazer alguém feliz
Por Dois é ParO alvo da minha pintura é o sentimento. Para mim, a técnica é meramente um meio. Porém um meio indispensável.
Por Cândido PortinariComo a vida muda. Como a vida é muda. Como a vida é nula. Como a vida é nada. Como a vida é tudo. Tudo que se perde mesmo sem ter ganho. Como a vida é senha de outra vida nova que envelhece antes de romper o novo. Como a vida é outra sempre outra, outra não a que é vivida. Como a vida é vida ainda quando morte esculpida em vida. Como a vida é forte em suas algemas. Como dói a vida quando tira a veste de prata celeste. Como a vida é isto misturado àquilo. Como a vida é bela sendo uma pantera de garra quebrada. Como a vida é louca estúpida, mouca e no entanto chama a torrar-se em chama. Como a vida chora de saber que é vida e nunca nunca nunca leva a sério o homem, esse lobisomem. Como a vida ri a cada manhã de seu próprio absurdo e a cada momento dá de novo a todos uma prenda estranha. Como a vida joga de paz e de guerra povoando a terra de leis e fantasmas. Como a vida toca seu gasto realejo fazendo da valsa um puro Vivaldi. Como a vida vale mais que a própria vida sempre renascida em flor e formiga em seixo rolado peito desolado coração amante. E como se salva a uma só palavra escrita no sangue desde o nascimento: amor, vidamor!
Por Carlos Drummond de Andrade