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Deuteronômio, DT, 20:11, Se a resposta é de paz, e os moradores abrirem os portões, todos os que estiverem na cidade serão sujeitos a trabalhos forçados e passarão a servir vocês.

Por Deuteronômio, Antigo Testamento

Insônia Não durmo, nem espero dormir. Nem na morte espero dormir. Espera-me uma insônia da largura dos astros, E um bocejo inútil do comprimento do mundo. Não durmo; não posso ler quando acordo de noite, Não posso escrever quando acordo de noite, Não posso pensar quando acordo de noite — Meu Deus, nem posso sonhar quando acordo de noite! Ah, o ópio de ser outra pessoa qualquer! Não durmo, jazo, cadáver acordado, sentindo, E o meu sentimento é um pensamento vazio. Passam por mim, transtornadas, coisas que me sucederam — Todas aquelas de que me arrependo e me culpo; Passam por mim, transtornadas, coisas que me não sucederam — Todas aquelas de que me arrependo e me culpo; Passam por mim, transtornadas, coisas que não são nada, E até dessas me arrependo, me culpo, e não durmo. Não tenho força para ter energia para acender um cigarro. Fito a parede fronteira do quarto como se fosse o universo. Lá fora há o silêncio dessa coisa toda. Um grande silêncio apavorante noutra ocasião qualquer, Noutra ocasião qualquer em que eu pudesse sentir. Estou escrevendo versos realmente simpáticos — Versos a dizer que não tenho nada que dizer, Versos a teimar em dizer isso, Versos, versos, versos, versos, versos... Tantos versos... E a verdade toda, e a vida toda fora deles e de mim! Tenho sono, não durmo, sinto e não sei em que sentir. Sou uma sensação sem pessoa correspondente, Uma abstração de autoconsciência sem de quê, Salvo o necessário para sentir consciência, Salvo — sei lá salvo o quê... Não durmo. Não durmo. Não durmo. Que grande sono em toda a cabeça e em cima dos olhos e na alma! Que grande sono em tudo exceto no poder dormir! Ó madrugada, tardas tanto... Vem... Vem, inutilmente, Trazer-me outro dia igual a este, a ser seguido por outra noite igual a esta... Vem trazer-me a alegria dessa esperança triste, Porque sempre és alegre, e sempre trazes esperança, Segundo a velha literatura das sensações. Vem, traz a esperança, vem, traz a esperança. O meu cansaço entra pelo colchão dentro. Doem-me as costas de não estar deitado de lado. Se estivesse deitado de lado doíam-me as costas de estar deitado de lado. Vem, madrugada, chega! Que horas são? Não sei. Não tenho energia para estender uma mão para o relógio, Não tenho energia para nada, para mais nada... Só para estes versos, escritos no dia seguinte. Sim, escritos no dia seguinte. Todos os versos são sempre escritos no dia seguinte. Noite absoluta, sossego absoluto, lá fora. Paz em toda a Natureza. A Humanidade repousa e esquece as suas amarguras. Exatamente. A Humanidade esquece as suas alegrias e amarguras. Costuma dizer-se isto. A Humanidade esquece, sim, a Humanidade esquece, Mas mesmo acordada a Humanidade esquece. Exatamente. Mas não durmo.

Por Álvaro de Campos

Os obstáculos existem para serem vencidos; quanto aos perigos, quem pode se orgulhar de fugir deles? Tudo é perigo na vida.

Por Júlio Verne

Salmos, SL, 9:12, Pois aquele que requer o sangue lembra-se deles e não se esquece do clamor dos aflitos.

Por Salmos, Antigo Testamento

Daniel, DN, 3:11, e que todo aquele que não se prostrasse e não adorasse seria lançado na fornalha de fogo ardente.

Por Daniel, Antigo Testamento

II Reis, 2RS, 12:20, Os servos de Joás se levantaram, fizeram uma conspiração e mataram Joás na casa de Milo, que fica na descida para Sila.

Por II Reis, Antigo Testamento

⁠Tem gente que suja a própria fé... Frequenta a igreja religiosamente, mas vive semeando discórdia e espalhando desunião por onde passa.

Por Janice F. Rocha

O homem só poderia conhecer a sua lei, medir os seus limites, passando para o outro lado.

Por Arthur Adamov

AMOR À VISTA Entras como um punhal até à minha vida. Rasgas de estrelas e de sal a carne da ferida. Instala-te nas minas. Dinamita e devora. Porque quem assassinas é um monstro de lágrimas que adora. Dá-me um beijo ou a morte. Anda. Avança. Deixa lá a esperança para quem a suporte. Mas o mar e os montes... isso, sim. Não te amedrontes. Atira-os sobre mim. Atira-os de espada. Porque ficas vencida ou desta minha vida não fica nada. Mar e montes teus beijos, meu amor, sobre os meus férreos dentes. Mar e montes esperados com terror de que te ausentes. Mar e montes teus beijos, meu amor!...

Por Fernando Echevarría

Meia-idade é quando você para de criticar os mais velhos e começa a criticar os mais novos.

Por Laurence J. Peter