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TRÍPTICO (à maneira popular...) I desamada desarmada vem o vento vai-se o tempo nem o tempo nem o vento dá o tempo de sarar de repente vem o dia chega a hora borda fora a acostar volta atrás ó cavaleiro volta atrás se quer's teu bem tua amada tua armada com o tempo desarmada traz também II o que se sente entre o que se pensa e diz . o que se pensa entre o que se sente e cala o que se cala entre o sentir e o ser o que se diz entre o que se ama e sonha nós no mais fundo de nós nós perdidos nós vazios nós à margem III Quem vai responder o que não tem resposta Quem vai falar o que não tem palavra Quem vai achar o que em nós esquece Quem vai roer o que em nós sufoca Vem noite ou pranto ou dia ou vento Quem quer que sejas que seja o novo Abrindo o canto na carne clara
Por Amélia Pinto PaisLamentações de Jeremias, LM, 5:11, As mulheres foram violentadas em Sião; as virgens, nas cidades de Judá.
Por Lamentações de Jeremias, Antigo TestamentoO "Adeus" de Teresa A vez primeira que eu fitei Teresa, Como as plantas que arrasta a correnteza, A valsa nos levou nos giros seus E amamos juntos E depois na sala "Adeus" eu disse-lhe a tremer co'a fala E ela, corando, murmurou-me: "adeus." Uma noite entreabriu-se um reposteiro. . . E da alcova saía um cavaleiro Inda beijando uma mulher sem véus Era eu Era a pálida Teresa! "Adeus" lhe disse conservando-a presa E ela entre beijos murmurou-me: "adeus!" Passaram tempos sec'los de delírio Prazeres divinais gozos do Empíreo ... Mas um dia volvi aos lares meus. Partindo eu disse - "Voltarei! descansa!. . . " Ela, chorando mais que uma criança, Ela em soluços murmurou-me: "adeus!" Quando voltei era o palácio em festa! E a voz d'Ela e de um homem lá na orquestra Preenchiam de amor o azul dos céus. Entrei! Ela me olhou branca surpresa! Foi a última vez que eu vi Teresa! E ela arquejando murmurou-me: "adeus!"
Por Castro AlvesProcure os seus caminhos, mas não magoe ninguém nessa procura. Arrependa-se, volte atrás, peça perdão! Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário. Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas. Se achar que precisa voltar, volte! Se perceber que precisa seguir, siga! Se estiver tudo errado, comece novamente. Se estiver tudo certo, continue. Se sentir saudades, mate-a. Se perder um amor, não se perca! Se o achar, segure-o!
Por Silvana Duboc