Veja outros textos inspiradores!

Oceanos não cabem em represas. Transbordei!

Por Clara Baccarin

Amo-te por sobrancelhas Amo-te por sobrancelhas, por cabelo, debato-te em corredores branquísimos onde se jogam as fontes da luz, Discuto-te a cada nome, arranco-te com delicadeza de cicatriz, vou pondo no teu cabelo cinzas de relâmpago e fitas que dormiam na chuva. Não quero que tenhas uma forma, que sejas precisamente o que vem por trás de tua mão, porque a água, considera a água, e os leões quando se dissolvem no açúcar da fábula, e os gestos, essa arquitectura do nada, acendendo as lâmpadas a meio do encontro. Tudo amanhã é a ardósia onde te invento e desenho. pronto a apagar-te, assim não és, nem tampouco com esse cabelo liso, esse sorriso. Procuro a tua súmula, o bordo da taça onde o vinho é também a lua e o espelho, procuro essa linha que faz tremer um homem numa galería de museu. Além disso quero-te, e faz tempo e frio.

Por Julio Cortázar

Se eu não empunhar a espada, não posso lhe proteger... Mas, se continuar empunhando a espada, não posso lhe abraçar...

Por Bleach

Provérbios, PV, 14:31, Quem oprime o pobre insulta aquele que o criou, mas o que se compadece do necessitado honra a Deus.

Por Provérbios, Antigo Testamento

Sei que sou sólido e são, para mim num permanente fluir convergem os objetos do universo; todos estão escritos para mim e eu tenho de saber o que significa o que está escrito.

Por Walt Whitman

No ano passado... Já repararam como é bom dizer "o ano passado"? É como quem já tivesse atravessado um rio, deixando tudo na outra margem...Tudo sim, tudo mesmo! Porque, embora nesse "tudo" se incluam algumas ilusões, a alma está leve, livre, numa extraodinária sensação de alívio, como só se poderiam sentir as almas desencarnadas. Mas no ano passado, como eu ia dizendo, ou mais precisamente, no último dia do ano passado deparei com um despacho da Associeted Press em que, depois de anunciado como se comemoraria nos diversos países da Europa a chegada do Ano Novo, informava-se o seguinte, que bem merece um parágrafo à parte: "Na Itália, quando soarem os sinos à meia-noite, todo mundo atirará pelas janelas as panelas velhas e os vasos rachados". Ótimo! O meu ímpeto, modesto mas sincero, foi atirar-me eu próprio pela janela, tendo apenas no bolso, à guisa de explicação para as autoridades, um recorte do referido despacho. Mas seria levar muito longe uma simples metáfora, aliás praticamente irrealizável, porque resido num andar térreo. E, por outro lado, metáforas a gente não faz para a Polícia, que só quer saber de coisas concretas. Metáforas são para aproveitar em versos... Atirei-me, pois, metaforicamente, pela janela do tricentésimo-sexagésimo-quinto andar do ano passado. Morri? Não. Ressuscitei. Que isto da passagem de um ano para outro é um corriqueiro fenômeno de morte e ressurreição - morte do ano velho e sua ressurreição como ano novo, morte da nossa vida velha para uma vida nova.

Por Mario Quintana

ACATE com respeito todas as religiões. Cada homem tem o direito de escolher o caminho que prefere. Respeite a liberdade de crenças dos outros; tanto quanto aprecia que respeitem a sua. Não discuta nem procure tirar ninguém do caminho em que se acha, a não ser que seja procurado para isso. Respeite, para ser respeitado.

Por Carlos Torres Pastorino

O amor é a única coisa que transcende o tempo e o espaço. (Dr. Brand)

Por Interestelar

Êxodo, EX, 6:11, - Vá e diga a Faraó, rei do Egito, que deixe que os filhos de Israel saiam de sua terra.

Por Êxodo, Antigo Testamento

⁠“Mulheres de alto valor” Alguns dias atrás, eu estava passeando em uma rede social, lendo as postagens mais relevantes, e ignorando as mais medíocres, como sempre faço. Encontrei uma página que se intitula “Mulheres de Alto Valor”.  Achei interessante e comecei a seguir.  Uma das postagens que me chamou atenção, dizia, que “Mulher que se impõem vai mais longe” seguido de um subtexto muito relevante e bem escrito. Gostei! As postagens seguintes, se referiam na maior parte em “ser feliz sozinha” Como ver TV em um fim de semana, não aceitar convites para baladas etc. Um dia comecei a olhar mensagens antigas e percebi, que a página sempre insinuava a independência feminina seguida de solidão e reclusão social, em um dos posts, eu me lembrei que comentei sem pretensão de ir contra a postagem, que dizia assim:  “Nada melhor do que lavar o cabelo no domingo vestir uma roupinha leve e assistir Netflix”.  Eu concordei porque eu adoro fazer isso no domingo! Comentei assim:  “Eu visto a maior camisa do meu marido, me aconchego nele e assistimos juntos. Amo!!”  O comentário foi APAGADO!! Então percebi que ninguém é bom o suficiente para aquela “mulher de alto valor”, ser casada ou ter um relacionamento saudável, ter amigos, ir a reuniões sociais, não condiz com aquela “Mulher de alto valor” construída na visão da pessoa que administra a página. A Mulher de Alto Valor, não precisa ser uma feminista enraizada na autopreservação e na agressividade social, a reclusão, a falta de oportunidade social, não significa que aquela mulher, é melhor do que as outras. A vida é feita de escolhas, decidimos escolher o que nos faz bem, se uma pessoa gosta da reclusão social, decidiu por ser solteira, e ama a companhia dela mesma, tá tudo bem, não há problema nenhum nisso, se amar se valorizar, é a melhor defesa de uma mulher.  No entanto ser contra a escolhas das outras mulheres, isso não é normal. Se eu escolhi, me casar, e ser feliz a dois, é uma escolha minha, e eu não devo ter receio de expor minha felicidade, com medo das feministas me julgarem a tal ponto de apagar um comentário despretensioso em uma rede social. A Mulher de Alto Valor, é aquela que assume suas inseguranças, ama sem limites, busca sua felicidade seja ela onde estiver, seja no trabalho fazendo o que gosta, seja em casa cuidando da sua família, ao lado do seu marido, ou em um sofá sozinha, acariciando o seu gato, ou saindo com as amigas em um fim de semana, sendo feliz do jeito que ela escolheu ser. Essa mulher, é mãe, é esposa, é amiga, é guerreira, ela se impõe, ela luta, ela respeita a opinião das outras mulheres. Escolher a solidão e a agressividade social como autopreservação feminina, não condiz com essa mulher.  Texto: Gleiciele Oliveira

Por Gleiciele Oliveira