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Se pudesse voltar no tempo, não queria ser um exemplo a seguir. É como um jogo que se voltou contra mim. Não tem como eu vencer.
Por Arremesso FinalPARA LER DE MANHÃ E À NOITE Aquele que amo Disse-me Que precisa de mim. Por isso Cuido de mim Olho meu caminho E receio ser morta Por uma só gota de chuva.
Por Bertolt BrechtJuízes, JZ, 18:29, E lhe chamaram Dã, segundo o nome de Dã, seu pai, que era filho de Israel. Porém no passado o nome dessa cidade era Laís.
Por Juízes, Antigo TestamentoFlores na Estrada... Um homem morava numa cidade grande e trabalhava numa fábrica. Todos os dias ele pegava o ônibus das 6:15h e viajava cinqüenta minutos até o trabalho. À tardinha fazia a mesma coisa voltando para a casa. No ponto seguinte ao que o homem subia, entrava uma velhinha, que procurava sempre sentar na janela. Abria a bolsa tirava um pacotinho e passava a viagem toda jogando alguma coisa para fora do ônibus. Um dia, o homem reparou na cena. Ficou curioso. No dia seguinte, a mesma coisa. Certa vez o homem sentou-se ao lado da velhinha e não resistiu: - Bom dia, desculpe a curiosidade, mas o que a senhora está jogando pela janela? - Bom dia, respondeu a velhinha. - Jogo sementes. - Sementes? Sementes de que? - De flor. É que eu viajo neste ônibus todos os dias. Olho para fora e a estrada é tão vazia. E gostaria de poder viajar vendo flores coloridas por todo o caminho. Imagine como seria bom. - Mas a senhora não vê que as sementes caem no asfalto, são esmagadas pelos pneus dos carros, devoradas pelos passarinhos. A senhora acha que essas flores vão nascer aí, na beira da estrada? - Acho, meu filho. Mesmo que muitas sejam perdidas, algumas certamente acabam caindo na terra e com o tempo vão brotar. - Mesmo assim, demoram para crescer, precisam de água. - Ah, eu faço minha parte. Sempre há dias de chuva. Além disso, apesar da demora, se eu não jogar as sementes, as flores nunca vão nascer. Dizendo isso, a velhinha virou-se para a janela aberta e recomeçou seu “trabalho”. O homem desceu logo adiante, achando que a velhinha já estava meio “caduca”. O tempo passou... Um dia, no mesmo ônibus, sentado à janela, o homem levou um susto, olhou para fora e viu margaridas na beira da estrada, hortênsias azuis, rosas, cravos, dálias. A paisagem estava colorida, perfumada e linda. O homem lembrou-se da velhinha, procurou-a no ônibus e acabou perguntando para o cobrador, que conhecia todo mundo. - A velhinha das sementes? Pois é, morreu de pneumonia no mês passado. O homem voltou para o seu lugar e continuou olhando a paisagem florida pela janela. “Quem diria, as flores brotaram mesmo”, pensou. “Mas de que adiantou o trabalho da velhinha? A coitada morreu e não pode ver esta beleza toda”. Nesse instante, o homem escutou uma risada de criança. No banco da frente, um garotinho apontava pela janela entusiasmado: Olha mãe, que lindo, quanta flor pela estrada. Como se chamam aquelas azuis? Então, o homem entendeu o que a velhinha tinha feito. Mesmo não estando ali para contemplar as flores que tinha plantado, a velhinha devia estar feliz. Afinal, ela tinha dado um presente maravilhoso para as pessoas. No dia seguinte, o homem entrou no ônibus, sentou-se numa janela e tirou um pacotinho de sementes do bolso. “Se não houver frutos, valeu a beleza das flores. Se não houver flores, valeu a sombra das folhas. Se não houver folhas, valeu a intenção da semente”.
Por HenfilSem Endereço Seus olhos não estão mais aqui. De azul só ficou o céu sem assinatura. Não, não há nada, cadáver neste apartamento cego de seu olhar que lembre o outro onde você correu desde a menina do princípio até o precipício da mulher final. Aqui não há nada, cadáver: somente sua voz sozinha e gravada – em off que faz com que qualquer coisa das que foram suas ganhe corpo, sopro, retrato enquanto escutamos o repetido ataque de sua voz.
Por Armando Freitas FilhoÊxodo, EX, 25:31, - Faça também um candelabro de ouro puro; de ouro batido deverá ser feito este candelabro. O seu pedestal, a sua haste, os seus cálices, as suas maçanetas e as suas flores formarão com ele uma só peça.
Por Êxodo, Antigo TestamentoII Reis, 2RS, 12:7, Então o rei Joás chamou o sacerdote Joiada e os outros sacerdotes e lhes disse: - Por que vocês não estão reparando os estragos do templo? Agora, pois, não recebam mais dinheiro de seus conhecidos, mas entreguem-no para a reparação dos estragos do templo.
Por II Reis, Antigo TestamentoEra estranho aprender os contornos da solidão do outro. Você nunca poderia conhecer tudo de uma vez; como se entrasse em uma caverna escura, você vai passando a mão pelas paredes, esbarrando nos cantos irregulares.
Por Brit BennettVocê e aquele hóspede estão emitindo aquela vibe clássica de casal de comédia romântica, sabe? Estão naquela fase de brigar até se aproximarem.
Por Amor e Batatas (série)