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Quando Vier a Primavera Quando vier a Primavera, Se eu já estiver morto, As flores florirão da mesma maneira E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada. A realidade não precisa de mim. Sinto uma alegria enorme Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma Se soubesse que amanhã morria E a Primavera era depois de amanhã, Morreria contente, porque ela era depois de amanhã. Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo? Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo; E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse. Por isso, se morrer agora, morro contente, Porque tudo é real e tudo está certo. Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem. Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele. Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências. O que for, quando for, é que será o que é. (Poemas Inconjuntos, heterónimo de Fernando Pessoa)
Por Alberto CaeiroA credibilidade do cristianismo exige que a verdade não seja meramente defendida, mas também praticada; não só discutida, mas também vivida.
Por J. I. PackerO presente é a sombra que se move separando o ontem do amanhã. Nela repousa a esperança.
Por Frank Lloyd WrightBeijo-flor O beijo é flor no canteiro ou desejo na boca? Tanto beijo nascendo e colhido na calma do jardim nenhum beijo beijado (como beijar o beijo?) na boca das meninas e é lá que eles estão suspensos invisíveis.
Por Carlos Drummond de AndradeQuiseste expor teu coração a nu. E assim, ouvi-lhe todo o amor alheio. Ah, pobre amigo, nunca saibas tu Como é ridículo o amor... alheio!
Por Mario QuintanaEles diz que são favela Mas não pisa aqui Sinceridade é igual bala Eu tenho que cuspir Enganar os outros é um esporte que eu não tenho praticado Que até hoje eu ainda não aprendi a mentir
Por ADLEu não sei se vai perdoar o meu silêncio desde que nos separamos há tantos anos, mas nada é mais importante pra mim do que nós dois cantarmos juntos de novo.
Por A Jornada de Vivo (filme)Contrariamente ao que supõe uma óptica inocente e folhetinesca, o poder não é tanto uma questão de punhos quanto de nádegas.
Por José Ortega y GassetII Reis, 2RS, 23:33, Porém Faraó Neco mandou prendê-lo em Ribla, na terra de Hamate, para que não reinasse em Jerusalém; e impôs à terra um tributo de três mil e quatrocentos quilos de prata e trinta e quatro quilos de ouro.
Por II Reis, Antigo Testamento