Bicho-da-seda Nascia um belo dia, emoção forte me causou vertigem, mamei minha mãe na fonte de leite fiz um verso virgem. Dos rios mastiguei os córregos dos sóis sorvi dourados bicos tomei do alfabeto, os símbolos com eles fiz um verso rico. Mas, da primeira cobra armada em botes, aprendi as contorções molengas tomei da angústia, vida fluída ri um verso duro, capenga. Sou hoje colheita descoberta dos amores de auroras nas fazendas, extração dos capitães de mato e dos de Areia do Jorge. Explico então: o poeta é um bicho-de-seda... que explode