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Nunca esperei que a vida me abrisse as porta Quantos morreram sem resposta? Não sou mais um Pintei cicatrizes, memórias, o mundo e suas voltas As ficha e as aposta, o mar e o rum Cruzei a cidade sem rota
Pensou que eu tinha me calado porque não ouviu ruídos Enquanto eu arquitetava em silêncio meu maior grito Pensou que eu tinha cansado mas nada me para e eu sigo
Pulei obstáculos, me livrei dos tentáculos dessa prisão Prefiro me ver sempre intacto, longe do que distrai meu foco E do que me afasta dessa visão Ninguém aqui vai te estender a mão, não
Vi meu povo sofrer Sem desistir de lutar Há tanto pra fazer Eu que não posso errar