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Daqui já consigo enxergar quem é de verdade Daqui nunca vão me atingir com falsidade
Jesus me olhou e desceu, Olhou dentro dos meus olhos e disse Filho, não desiste, a sua hora é agora Descartáveis você joga fora Nem olha pra eles, filho, tu é Meu.
Flores no meu jardim já não secam mais Elas são regadas por lágrimas de quem se opôs Dores que já senti, hoje não sinto mais Desde o pedido que cê me propôs
Na favela poucos acreditam em coronavírus E a culpa disso é desse sistema negacionista Que não pôde se organizar como o momento pede A pandemia prova que o governo não nos protege
Ninguém ama, mano, ninguém gosta Se eu falir agora, vão virar de costas.
Você vai caminhar por um mundo horrível Onde a maioria vai fingir te amar Só que vai passar imperceptível Quem não tem amor não pode te tocar.
Pensamentos longe, eu me sinto distante Eu não entendo, quem não raciocina é sem empatia Aqui tem quem se vitimiza e tem quem minimiza a vítima
Eu não entendo, por que nós temos voz e não gritamos? Quando foi que aprendemos a não sermos quem nós somos? Quando foi que esquecemos os sentimentos que temos? E quando foi que deixamos o amor no esquecimento? Quando foi que mudamos ao ponto de não lembrarmos a essência da nossa existência, Abraçarmos os erros?
O peso da cruz que carrego já não causa dor O desprezo de quem eu amo já não causa dor Eu vivo no Purgatório, entre o caos e a dor Se a vida é filme, fala por que ninguém pausa a dor?
A vida pisa em você pra não levantar nunca mais Talvez a queda te faça melhor, Talvez te transforme num merda Que não entende o valor inigualável Do suor, pois nunca suou.