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A vóz do anjo sussurrou no meu ouvido.... Eu não duvido....Já escuto os teus sinais.... Que tu virias numa manhã de domingo... Eu te anuncio.... Nos sinais das catedrais....Tu vens, tu vens , eu já escuto os teus sinais.
Por Alceu ValençaSalmos, SL, 55:1, Dá ouvidos, ó Deus, à minha oração; não te escondas da minha súplica.
Por Salmos, Antigo TestamentoBusquei amor no Norte Mas lá não tive sorte Me iludi no Nordeste Ganhei um pé na bunda, cabra da peste
Por Juliano CezarA luz irrompe onde nenhum sol brilha; onde não se agita qualquer mar, as águas do coração impelem as suas marés; e, destruídos fantasmas com o fulgor dos vermes nos cabelos, os objetos da luz atravessam a carne onde nenhuma carne reveste os ossos. Nas coxas, uma candeia aquece as sementes da juventude e queima as da velhice; onde não vibra qualquer semente, arredonda-se com o seu esplendor e junto das estrelas o fruto do homem; onde a cera já não existe, apenas vemos o pavio de uma candeia. A manhã irrompe atrás dos olhos; e da cabeça aos pés desliza tempestuoso o sangue como se fosse um mar; sem ter defesa ou proteção, as nascentes do céu ultrapassam os seus limites ao pressagiar num sorriso o óleo das lágrimas. A noite, como uma lua de asfalto, cerca na sua órbita os limites dos mundos; o dia brilha nos ossos; onde não existe o frio, vem a tempestade desoladora abrir as vestes do inverno; a teia da primavera desprende-se nas pálpebras. A luz irrompe em lugares estranhos, nos espinhos do pensamento onde o seu aroma paira sob a chuva; quando a lógica morre, o segredo da terra cresce em cada olhar e o sangue precipita-se no sol; sobre os campos mais desolados, detém-se o amanhecer. ( "Light breaks where no sun shines" )
Por Dylan ThomasComo a economia de um país continental evoluiu, em apenas sete anos, da euforia de um cenário de crescimento bem acima da média das últimas décadas, com vigorosa geração de empregos formais e alguma redução das desigualdades, para uma das maiores crises de sua história?
Por Laura Carvalho (economista)não me importo que o vestido suba com o vento até certo centímetro da perna lembro-te que já disseste todos os fins das coisas aceito até os pardais que chocam em contramão com Bóreas aceno às mulheres nas varandas e digo-lhes: prendam bem a roupa no arame ladrões há muitos o meu vestido é uma bandeira: agita sem rasgar sem fronteira sem hino recorta os flancos e funde nos joelhos uma profunda melodia: o mar na areia mas não sou cacique e o vento não me fala não há um gesto de tréguas e ainda tento ainda penso agarrá-lo entre os dedos ainda o procuro na gota de silêncio maior vento, vem vento, fica mas só o meu vestido se espanta e dança contra a minha vontade
Por Inês Francisco Jacob