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Viver consiste em construir memórias futuras.

Por Ernesto Sabato

A Velha Amiga Conversávamos sobre saudade. E de repente me apercebi de que não tenho saudade de nada. Isso independente de qualquer recordação de felicidade ou de tristeza, de tempo mais feliz, menos feliz. Saudade de nada. Nem da infância querida, nem sequer das borboletas azuis, Casimiro. Nem mesmo de quem morreu. De quem morreu sinto é falta, o prejuízo da perda, a ausência. A vontade da presença, mas não no passado, e sim presença atual. Saudade será isso? Queria tê-los aqui, agora. Voltar atrás? Acho que não, nem com eles. A vida é uma coisa que tem de passar, uma obrigação de que é preciso dar conta. Uma dívida que se vai pagando todos os meses, todos os dias. Parece loucura lamentar o tempo em que se devia muito mais. Queria ter palavras boas, eficientes, para explicar como é isso de não ter saudades; fazer sentir que estou expirimindo um sentimento real, a humilde, a nua verdade. Você insinua a suspeita de que talvez seja isso uma atitude. Meu Deus, acha-me capaz de atitudes, pensa que eu me rebaixaria a isso? Pois então eu lhe digo que essa capacidade de morrer de saudades, creio que ela só afeta a quem não cresceu direito; feito uma cobra que se sentisse melhor na pele antiga, não se acomodasse nunca à pele nova. Mas nós, como é que vamos ter saudades de um trapo velho que não nos cabe mais? Fala que saudade é sensação de perda. Pois é. E eu lhe digo que, pessoalmente, não sinto que perdi nada. Gastei, gastei tempo, emoções, corpo e alma. E gastar não é perder, é usar até consumir. E não pense que estou a lhe sugerir tragédias. Tirando a média, não tive quinhão por demais pior que o dos outros. Houve muito pedaço duro, mas a vida é assim mesmo, a uns traz os seus golpes mais cedo e a outros mais tarde; no fim, iguala a todos. Infância sem lágrimas, amada, protegida. Mocidade - mas a mocidade já é de si uma etapa infeliz. Coração inquieto que não sabe o que quer, ou quer demais. Qual será, nesta vida, o jovem satisfeito? Um jovem pode nos fazer confidências de exaltação, de embriaguez; de felicidade, nunca. Mocidade é a quadra dramática por excelência, o período dos conflitos, dos ajustamentos penosos, dos desajustamentos trágicos. A idade dos suicídios, dos desenganos e, por isso mesmo, dos grandes heroísmos. É o tempo em que a gente quer ser dono do mundo - e ao mesmo tempo sente que sobra nesse mesmo mundo. A idade em que se descobre a solidão irremediável de todos os viventes. Em que se pesam os valores do mundo por uma balança emocional, com medidas baralhadas; um quilo às vezes vale menos do que um grama; e por essas medida, pode-se descobrir a diferença metafísica que há entre uma arroba de chumbo e uma arroba de plumas. Não sei mesmo como, entre as inúmeras mentiras do mundo, se consegue manter essa mentira maior de todas: a suposta felicidade dos moços. Por mim, sempre tive pena deles, da sua angústia e do seu desamparo. Enquanto esta idade a que chegamos, você e eu, é o tempo da estabilidade e das batalhas ganhas. Já pouco se exige, já pouco se espera. E mesmo quando se exige muito, só se espera o possível. Se as surpresas são poucas, poucos também os desenganos. A gente vai se aferrando a hábitos, a pessoas e objetos. Ai, um um dos piores tormentos dos jovens é justamente o desapego das coisas, essa instabilidade do querer, a sede do que é novo, o tédio do possuído. E depois há o capítulo da morte, sempre presente em todas as idades. Com a diferença de que a morte é a amante dos moços e a companheira dos velhos. Para os jovens ela é abismo e paixão. Para nós, foi se tornando pouco a pouco uma velha amiga, a se anunciar devagarinho: o cabelo branco, a preguiça, a ruga no rosto, a vista fraca, os achaques. Velha amiga que vem de viagem e de cada porto nos manda um postal, para indicar que já embarcou. (Crônica publicada no jornal "O Estado de São Paulo" - 13/01/2001)

Por Rachel de Queiroz

⁠Ela acreditava em segundas chances, às vezes mais do que nas primeiras, que eram desperdiçadas com a juventude e a indiscrição.

Por Cynthia D'Aprix Sweeney

Zacarias, ZC, 10:3, ´É contra os pastores que se acendeu a minha ira; castigarei os bodes que vão adiante do rebanho. Mas o Senhor dos Exércitos cuidará do seu rebanho, a casa de Judá, e fará dela o seu majestoso cavalo na batalha.

Por Zacarias, Antigo Testamento

Desculpa... desculpa se eu não consegui fazer você sorrir de verdade. (Arisa Uotani)

Por Fruits Basket

I Reis, 1RS, 6:37, No quarto ano, no mês de zive, foi lançado o fundamento da Casa do Senhor.

Por I Reis, Antigo Testamento

Os amantes são assim: Todos fogem à razão.

Por Bocage

Imagine que não exista paraíso. E fácil se você tentar. Não existe inferno abaixo de nós. Acima de nós só o céu. Imagine todas as pessoas vivendo para o hoje. Imagine que não existem países, não é difícil fazê-lo. Nada para matar ou pelo que morrer. E que também não existe religião. Imagine todas as pessoas vivendo a vida em paz. Você pode dizer; que sou um sonhador. Mas não sou o único. Espero que um dia você se junte a nós. E o mundo será um só. Imagine não há posse. Pergunto-me se você consegue. Não existe a necessidade da gula ou fome. A fraternidade do homem. Imagine todas as pessoas, dividindo o mundo inteiro. Você pode disser que sou um sonhador. Mas não sou o único espero que um dia. Você se junte a nós. E o mundo será um só.

Por John Lennon

Josué, JS, 3:4, Contudo, deixem uma distância de cerca de um quilômetro entre vocês e a arca; não se aproximem dela. Dessa forma, vocês saberão o caminho pelo qual devem ir, visto que nunca antes passaram por tal caminho.

Por Josué, Antigo Testamento

Atos, AT, 21:39, Paulo respondeu: - Eu sou judeu, natural de Tarso, uma importante cidade da Cilícia. E peço ao senhor que me permita falar ao povo.

Por Atos, Novo Testamento