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Ela tem um coração boêmio, uma alma poética, inquieta, repleta de sonhos, e uma aura de fluidos sentimentais intensos.
Por Edna FrigatoJeremias, JR, 29:15, Vocês dizem: ´O Senhor nos suscitou profetas na Babilônia.`
Por Jeremias, Antigo TestamentoProvérbios, PV, 11:9, O ímpio destrói o próximo com o que diz, mas os justos são libertados pelo conhecimento.
Por Provérbios, Antigo TestamentoRomanos, RM, 8:4, a fim de que a exigência da lei se cumprisse em nós, que não vivemos segundo a carne, mas segundo o Espírito.
Por Romanos, Novo TestamentoO solo, por muito tempo adormecido, vai despertar, e a pequena grama vai se reerguer em meio às folhas secas, queimadas pelo frio.
Por Keum Suk Gendry-KimNúmeros, NM, 11:19, Não comerão um dia, nem dois dias, nem cinco, nem dez, nem ainda vinte,
Por Números, Antigo TestamentoJá gastámos as palavras pela rua, meu amor, e o que nos ficou não chega para afastar o frio de quatro paredes. Gastámos tudo menos o silêncio. Gastámos os olhos com o sal das lágrimas, gastámos as mãos à força de as apertarmos, gastámos o relógio e as pedras das esquinas em esperas inúteis. Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada. Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro; era como se todas as coisas fossem minhas: quanto mais te dava mais tinha para te dar. Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes. E eu acreditava. Acreditava, porque ao teu lado todas as coisas eram possíveis. Mas isso era no tempo dos segredos, era no tempo em que o teu corpo era um aquário, era no tempo em que os meus olhos eram realmente peixes verdes. Hoje são apenas os meus olhos. É pouco mas é verdade, uns olhos como todos os outros. Já gastámos as palavras. Quando agora digo: meu amor, já não se passa absolutamente nada. E no entanto, antes das palavras gastas, tenho a certeza de que todas as coisas estremeciam só de murmurar o teu nome no silêncio do meu coração. Não temos já nada para dar. Dentro de ti não há nada que me peça água. O passado é inútil como um trapo. E já te disse: as palavras estão gastas. Adeus.
Por Eugénio de Andrade