Mais frases de Hugh Keough!

Nem bem acordo Já espio teu retrato Faço um trato com o espelho Hoje eu não quero sentir dor Hora do almoço Falo teu nome Santo nome em vão O que consome Meu corpo moço Fome ou solidão Não quero nada Essa estrada eu já sei aonde vai dar Vai dar em nada, Não quero ir, nem voltar Cinco da tarde Tudo arde Coração e céu Fico com ar de Quem espera Um aceno um sinal Já noite alta Não sinto sono Não te esqueço mais Viro do avesso Adormeço Cansada de mim sem paz Não quero nada Essa estrada eu já sei aonde vai dar Vai dar em nada, Não quero ir, nem voltar Hoje eu não quero dor Hoje eu não quero flor Não quero nada Que rime com o amor

Por Zeca Baleiro

SA(R)DADE Se revestido de veneno Fosse o ferrão da saudade Sobraria-me pouco tempo Diante minha curta idade; Não quero parecer herege, Mas nunca deixei de me perguntar: "- Se os anjos que nos protegem, Também sofrem por lembrar?" Clamo o que tenho hoje, Mas se ao menos eu fosse Um valente querubim Batia asas do meu quintal, Voaria contra o final E pousava em Itapetim.

Por Jefferson Moraes

Solidão Mais um dia cansado passou... Não o culpo de está comigo Mas hoje és o melhor amigo Que realmente me sobrou Pode não acreditar, mas sou Alguém ainda de compaixão Independente da ocasião Só nos sobrará um ao outro De longe, pareço até solto Mas vivo preso a ti, Solidão. (Jefferson Moraes) Olinda, Pernambuco 20/05/201

Por Jefferson Moraes

Tem gente que rir do meu sotaque Achando que é melhor do que eu Se esperteza fosse religião Com certeza esses seriam ateus Quem não reconhece uma riqueza Nunca vai deixar de ser plebeu Sou lá de Pernambuco a dentro Onde a poesia ergue seu liceu É a simplicidade matuta Demonstrando o seu apogeu Sou mais Rogaciano Leite Do que Caio Fernando de Abreu (Jefferson Moraes) 27/06/2014 Olinda, Pernambuco

Por Jefferson Moraes

Sextilha de número 1 (da série: Uma Sextilha por noite) Uma angústia quando vem na madrugada Dilacera qualquer coração dormido A reflexão que o silêncio presenteia Faz com que sobressaia o envolvido Pode ser saudade ou arrependimento Seja o que for, estou aqui sentindo (Jefferson Moraes) 18/09/2014 - 3h50 Olinda, Pernambuco

Por Jefferson Moraes

"⁠A apatia é o pecado de não crer em nada, não se importar com nada, não se alegrar em nada, não amar nada, não odiar nada, não achar propósito em nada, não viver para nada e continuar vivo somente porque não há razão para morrer. Todos conhecemos isso muito bem e há muito tempo; a única coisa que talvez não soubéssemos é que se trata de um pecado mortal."

Por Dorothy Sayers

⁠No momento em que (apenas) pensa em servir ao próximo, você começa a pensar que as pessoas lhe devem algo em troca do seu esforço; começa a achar que tem direitos sobre a comunidade. Passará a barganhar por recompensa, a buscar aplausos e a guardar mágoas se não for apreciado. Porém se você estiver determinado a servir ao trabalho, não vai esperar por nada em troca; a única recompensa que o trabalho pode lhe dar é a satisfação de contemplar sua perfeição. O trabalho absorve tudo, não dá nada em troca, a não ser trabalho; servir ao trabalho é uma obra de puro amor.

Por Dorothy Sayers

É um equívoco achar que pregações evangelísticas são um tipo especial de sermão, dotadas de um estilo próprio e convenções peculiares; sermões evangelísticos não passam de sermões bíblicos, o tipo de sermão que ninguém pode evitar de pregar se estiver pregando a bíblia de modo bíblico.

Por J. I. Packer

Quando você tira a esperança das pessoas, deixa um vazio, e esse vazio precisa ser preenchido. E muito provavelmente, esse vazio será preenchido por uma ideologia. Esperança e fé estão muito ligadas. Agora, quando a ideologia se conecta com a fé, ela se torna um item de fé, não um ponto de discussão.

Por Alfonso Cuarón

"A natureza as fez feiticeiras. É o gênio próprio da mulher e seu temperamento. Ela nasceu fada. Pelo retorno regular da exaltação, ela é Sibila. Pelo amor, ela é mágica. Por sua fineza, sua malícia (muitas vezes fantástica e generosa), ela é feiticeira, e faz o destino, ou pelo menos, faz adormecer todos os males. O homem caça e combate. A mulher cria, imagina; ela engendra sonhos e deuses. Ela é vidente em certos dias; ela possui a asa infinita do desejo e do sonho. Para melhor contar o tempo, ela observa o céu. Mas a terra não tem menos o seu coração. Seus olhos se baixam para as flores amorosas, ela mesma uma flor, e aprende a conhecê-las intimamente. Como mulher, ela lhes pergunta como curar aqueles que ama. Singelo e tocante começo das religiões e das ciências. Mais tarde, tudo se dividirá; se verá surgir o homem especial, prestidigitador, astrólogo ou profeta, necromante, padre, médico. Mas a princípio, a mulher é tudo."

Por Jules Michelet