Veja outros textos inspiradores!
Amor é enigma? Optar é renunciar. Entregar-se, por exemplo, a um amor é abandonar outros. E, do que se renuncia e abandona, pode provir, depois arrependimento. Afastar-se de um amor, ainda que, opção feita por lúcidas razões, pode gerar, adiante, a frustração pelo que se deixou de viver. Os casos de amor vivem rondados por frustração ou arrependimento. Não o amor, que é íntegro, irrefutável, cristalino e indubitável: mas os amantes seus portadores. Quase sempre o tamanho do amor é maior que o dos amantes. O que cerca as pessoas que se amam é sempre uma teia de limitações que o leva à disjuntiva: frustração ou arrependimento. Ou quem ama se entrega ao sentimento e se atira nos braços do outro para, depois, se arrepender do que abandonou para entregar-se ao amor, ou se afasta, cheio de lucidez, para, adiante, sentir frustração pelo que deixou de viver. Estes estão na categoria assim definida de modo cruel mas lúcido por Goethe: "no amor, ganha quem foge...Ou como disse o grande Orizon Carneiro Muniz: "no amor, é mais forte quem cede". Na juventude tudo isso fica confuso porque esta é uma etapa da vida envolta em uma névoa amorosa que a torna radical na busca da felicidade. O jovem ainda não se defrontou com as terríveis e dilacerantes divisões internas de que é feita a tarefa de viver e amar, aceitando as próprias limitações, confusões, os caminhos paralelos e contraditórios das escolhas, dentro de um todo que, para se harmonizar, precisa viver as divisões, os sofrimentos e os açoites das mentiras e enganos que conduzem as nossas verdades mais profundas. Séculos de repressão do corpo e de identificação do prazer com o pecado ou o proibido fizeram uma espécie de cárie na alma. É um buraco, um vazio, uma impossibilidade viver o que se quer, uma certeza antecipada de que o amor verdadeiro gera ou arrependimento ou frustração. Viver implica, pois, aceitar essa dolorosa e desafiante tarefa: a de enfrentar o amor como a maior das maravilhas e que se nos apresenta sob a forma de enigma. Tudo o que se move dentro do amor está carregado de enigmas. E com o enigma dá-se o seguinte: enfrentá-lo não é resolvê-lo. Mas quando não se o enfrenta, ele (enigma) nos devora. Enfrentar o enigma mesmo sem o deslindar, é aquecer e encantar a vida, é aprender a viver; é amadurecer. Exige trabalho interior penoso, grandeza, equilíbrio e auto-conhecimento. O contrário não é viver: é durar.
Por Artur da TávolaIdealismo Falas de amor, e eu ouço tudo e calo! O amor da Humanidade é uma mentira. É. E é por isso que na minha lira De amores fúteis poucas vezes falo. O amor! Quando virei por fim a amá-lo?! Quando, se o amor que a Humanidade inspira É o amor do sibarita e da hetaíra, De Messalina e de Sardanapalo?! Pois é mister que, para o amor sagrado, O mundo fique imaterializado — Alavanca desviada do seu fulcro — E haja só amizade verdadeira Duma caveira para outra caveira, Do meu sepulcro para o teu sepulcro?!
Por Augusto dos AnjosVocê sabe por que um vândalo é pior do que um ladrão? Um ladrão rouba um tesouro de seu dono. Um vândalo o rouba do mundo.
Por Frances HardingeNa minha infância não se falava em trauma. Nós éramos mais ou menos consolados, e a vida seguia sem muito espaço para dramas. Fazia parte do processo educativo aprender a resolver os próprios problemas desde cedo. Me virei como pude.
Por Eliane BrumO aprendizado não é obtido por acaso. Ele precisa ser buscado com ardor e cuidado com diligência.
Por Abigail AdamsEste é um dos maiores segredos das pessoas mais criativas, felizes e bem-sucedidas: basta começar.
Por Chase JarvisDeixa eu dizer que te amo Deixa eu pensar em você? Isso me acalma Me acolhe a alma Isso me ajuda a viver Hoje contei pras paredes Coisas do meu coração Passeei no tempo Caminhei nas horas Mais do que passo a paixão É um espelho sem razão Quer amor fique aqui? Deixa eu dizer que te amo Deixa eu gostar de você Isso me acalma Me acolhe a alma Isso me ajuda a viver Hoje contei pras paredes Coisas do meu coração Passeei no tempo Caminhei nas horas Mais do que passo a paixão É um espelho sem razão Quer amor fique aqui? Meu peito agora dispara Vivo em constante alegria É o amor que está aqui Amor I love you Amor I love you Amor I love you Amor I love you(bis) Primo Basílio - Eça de Queiroz (1878) (é recitado por Arnaldo Antunes na música) " - Tinha suspirado Tinha beijado o papel devotamente Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades E o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas Como um corpo ressequido que se estira num banho lépido Sentia um acréscimo de estima por si mesma E parecia-lhe que entrava enfim uma existência superiormente interessante Onde cada hora tinha o seu intuito diferente Cada passo conduzia um êxtase E a alma se cobria de um luxo radioso de sensações." Amor I love you Amor I love you Amor I love you Amor I love you
Por Marisa Monte