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Envelhecer Na manhã da existência, ouvindo o peito, que previa teu vulto no caminho, dentro em minha alma levantei teu ninho, e, nesse ninho, preparei teu leito. Desceu a tarde, e ainda me viu sozinho. Murcham as flores, que, de leve, ajeito; de novas rosas tua colcha enfeito, e o travesseiro, novamente, alinho. Cai, tristonho, o crepúsculo, na estrada. Alongo os olhos, atirando um beijo à forma vaga do teu corpo… E nada! Recomponho as palavras que não disse. E, apagando a candeia do Desejo, adormeço na noite da Velhice.
Por Humberto de CamposNosso caso particular Não dá nem pra comparar Com o de Verlaine e Rimbaud As coisas sempre acabam mal Tudo é tão triste no final
Por Arthur Nogueira (cantor)Jó, JÓ, 33:21, A sua carne, que se via, agora desaparece, e os seus ossos, que não se viam, agora aparecem.
Por Jó, Antigo TestamentoII Crônicas, 2CR, 24:11, Quando o cofre era levado pelos levitas a uma comissão real, vendo-se que havia muito dinheiro, o escrivão do rei e o comissário do sumo sacerdote esvaziavam o cofre e o levavam de novo ao seu lugar. Assim faziam dia após dia e ajuntaram dinheiro em abundância.
Por II Crônicas, Antigo TestamentoI Coríntios, 1CO, 15:23, Cada um, porém, na sua ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda.
Por I Coríntios, Novo TestamentoSe às vezes digo que as flores sorriem E se eu disser que os rios cantam, Não é porque eu julgue que há sorrisos nas flores E cantos no correr dos rios... É porque assim faço mais sentir aos homens falsos A existência verdadeiramente real das flores e dos rios. Porque escrevo para eles me lerem sacrifico-me às vezes À sua estupidez de sentidos... Não concordo comigo mas absolvo-me, Porque só sou essa coisa séria, um intérprete da Natureza, Porque há homens que não percebem a sua linguagem, Por ela não ser linguagem nenhuma.
Por Alberto Caeiro