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Tremendo de frio no asfalto negro da rua a criança chora.

Por Fanny Dupré

Deuteronômio, DT, 11:29, Quando o Senhor, o Deus de vocês, os tiver levado para a terra da qual tomarão posse, vocês pronunciarão a bênção sobre o monte Gerizim e a maldição sobre o monte Ebal.

Por Deuteronômio, Antigo Testamento

É sempre bom insistir: não se confunda tradicional com arcaico. Nem tudo o que vem do passado é tradicional; tradição é o que deve ser preservado, protegido, levado adiante (como a atenção aos conteúdos e à competência docente), enquanto que o arcaico é o que precisa ser superado, descartado, deixado de lado (como o autoritarismo e a meritocracia angustiante). Por outro lado, nem tudo o que parece moderno o é; às vezes apresenta-se como simples modismo ou mera novidade passageira.

Por Mario Sergio Cortella

Quando o futuro deixou de ser uma esperança e se tornou uma ameaça?

Por Chuck Palahniuk

Acredite, pense e faça, use sua intuição, transforme sonho em suor, pensamento em ação. Enfrente cada batalha sabendo que a gente falha e que isso é natural, cair pra se levantar, aprender para ensinar que o bem é maior que o mal.

Por Bráulio Bessa

Um veterano preenchido com um remorso, ódio, uma sabedoria experiente trazida sobre dor e cicatrizes Ele sabe, como você não quer fazer isso, que não há como escapar do pesadelo, o mundo tornou-se impossível de se ler E a única saída, é acordar através de uma aceitação da morte Só assim então, o caçador pode escapar do sonho

Por Bloodborne

⁠Eu adormeci em seus braços e acordei com as cinzas frias, um amanhecer desolado.

Por Jennifer Saint

As árvores foram abandonadas? já não têm nome sob o espesso córtice não há mais que o vazio uma passagem aberta sem linfa um ninho de mofo, de traças. Por isso em três dias virão abatê-la. Por terra os frutos carcomidos pelos vermes tomados de assalto pelas formigas esfomeadas e as aranhas vermelhas com suas bocas de tenazes. Em volta da árvore o tapete de folhas maceradas na água.

Por Alessio Brandolini

Tudo começou quando o Coringa e eu terminamos. Foi completamente mútuo. Não demorou para eu me levantar de novo. Pronta para abraçar a deusa feroz dentro de mim.

Por Aves de Rapina

Existe um ser que mora dentro de mim como se fosse a casa dele, e é. Trata-se de um cavalo preto e lustroso que apesar de inteiramente selvagem – pois nunca morou antes em ninguém nem jamais lhe puseram rédeas nem sela – apesar de inteiramente selvagem tem por isso mesmo uma doçura primeira de quem não tem medo: come às vezes na minha mão. Seu focinho é úmido e fresco. Eu beijo o seu focinho. Quando eu morrer, o cavalo preto ficará sem casa e vai sofrer muito. A menos que ele escolha outra casa e que esta outra casa não tenha medo daquilo que é ao mesmo tempo selvagem e suave. Aviso que ele não tem nome: basta chamá-lo e se acerta com seu nome. Ou não se acerta, mas, uma vez chamado com doçura e autoridade, ele vai. Se ele fareja e sente que um corpo-casa é livre, ele trota sem ruídos e vai. Aviso também que não se deve temer o seu relinchar: a gente se engana e pensa que é a gente mesma que está relinchando de prazer ou de cólera, a gente se assusta com o excesso de doçura do que é isto pela primeira vez.

Por Clarice Lispector