Veja outros textos inspiradores!
Não estou morto, tenho certeza, porque há um fio de macarrão no chão de ladrilhos verdes. O que acontece após a morte pode ser ruim ou bom, mas não haverá macarrão derramado.
Por Catriona WardÚltima flor do Lácio, inculta e bela, (...) Ouro nativo, que na ganga impura A bruta mina entre os cascalhos vela...
Por Olavo BilacLUMIAR Dou-me conta do nome a que reduza sua história este lugar e entendo como um nome não é somente o som arbitrário que a minha mão regista prendendo o designado: um mar sob a luz fina; tanto tempo fixa um lugar no seu corpo, que se torna, tal como o tempo que contém, flexível O nome do lugar sempre designa a fluidez da vida retida (A moeda do Tempo, Assírio & Alvim, 2006)
Por Gastão CruzAs ideias são muito mais poderosas do que as armas. Nós não permitimos que nossos inimigos tenham armas, por que deveríamos permitir que tenham ideias?
Por Joseph Stalinum enorme rabo de baleia cruzaria a sala nesse momento sem barulho algum o bicho afundaria nas tábuas corridas e sumiria sem que percebêssemos no sofá a falta de assunto o que eu queria mas não te conto é abraçar a baleia mergulhar com ela sinto um tédio pavoroso desses dias de água parada acumulando mosquito apesar da agitação dos dias da exaustão dos dias o corpo que chega exausto em casa com a mão esticada em busca de um copo d’água a urgência de seguir para uma terça ou quarta boia e a vontade é de abraçar um enorme rabo de baleia seguir com ela
Por Alice Sant'AnnaO inferno dos vivos não é algo que será; se existe, é aquele que já está aqui, o inferno no qual vivemos todos os dias, que formamos estando juntos. Existem duas maneiras de não sofrer. A primeira é fácil para a maioria das pessoas: aceitar o inferno e tornar-se parte deste até o ponto de deixar de percebê-lo. A segunda é arriscada e exige atenção e aprendizagem contínuas: procurar e reconhecer quem e o que, no meio do inferno, não é inferno, e preservá-lo, e abrir espaço.
Por Italo Calvino