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Hoje, senhores, estou horando de ter treinado vocês. Mais honrado ainda de ter colocado vocês no campo de batalha. Mas ainda existe mais uma honra a ser concedida a vocês, Que é a resposta que vem com a pergunta: Quem sou eu? Eu sou um campeão. Estão certos, e quero que vocês se lembrem disso durante todo esse jogo. Eu vou conquistar o que ainda não foi conquistado. A derrota não será minha crença. Eu vou acreditar no que os outros têm dúvidas. Vou sempre me esforçar por prestígio, honra e respeito do meu time. Eu treinei minha mente e o meu corpo irá seguí-la. Quem sou eu? Eu sou um campeão! Eu vou reconhecer o fato de que meus adversários não esperam que eu vença, Mas eu nunca me renderei. Fraqueza não estará no meu coração! Eu vou olhar para os meus companheiros, Para aqueles que me trouxeram para este mundo E para aqueles que me treinaram. Eu vou pegar a força que vem deles! Quem sou eu? Eu sou um campeão! Eu terei prazer em sair para o campo de batalha. E eu vou me mover e fazer tudo que eu puder! E eu vou alcançar meu campo de batalha Por todos os meios a minha disposição. E quando eu chegar lá, vou chegar violentamente. Eu vou rasgar o coração do meu inimigo e deixá-lo sangrando no chão. Porque ele não pode me parar! Quem sou eu? Eu sou um campeão! Do meu lado eu tenho meus os companheiros. Companheiros que estiveram comigo nos momentos bons e ruins. Através do sacrifício, do sangue, do suor e de lágrimas. Nunca vou deixá-los cair! Nunca vou decepcioná-los! E eu nunca vou deixar um inimigo para trás! Porque nossos adversários não conhecem meu coração! Quem sou eu? Eu sou um campeão! Ninguém vai me negar! Ninguém vai me desafiar! E ninguém vai dizer "quem", "o que eu sou" e "o que devo ser". A crença vai mudar meu mundo! Ela move continentes, países e colocou o homem na Lua! E vai me carregar nessa batalha! Quem sou eu? Eu sou um campeão! "Derrota", "Recuar" não estão nas minhas palavras! Eu não entendo estas definições! Eu não entendo quando as coisas dão errado! Eu não entendo erros! Mas eu entendo isso: Eu entendo "vitória" e eu entendo "nunca se entregar" Não importa o quão ruim as coisas vão, Meu coração e minha mente irão carregar meu corpo Quando os meus membros estiverem fracos demais. Quem sou eu? Eu sou um campeão! Hoje é "o dia". Não amanhã. Não na próxima semana! Mas hoje, aqui e agora! Na sua casa e no seu lar! Quem sou eu? Eu sou um campeão! A história vai se lembrar de mim. E eu não tenho que me preocupar se ela será gentil. Eu vou me definir! Eu vou escrever minhas próprias glórias! E ninguém vai me dizer o que posso e o que não posso ser. Eu nunca irei pra casa! Não sem dar tudo aquilo que tenho! Quem sou eu? Eu sou um campeão! Quem sou eu? Eu sou um campeão! Quem sou eu? Eu sou um campeão!
Por Jeromy FlowersA melhor maneira de começar uma amizade é com uma boa gargalhada. De terminar com ela, também.
Por Oscar WildeNúmeros, NM, 15:19, ao comerem do pão da terra, apresentem uma oferta ao Senhor.
Por Números, Antigo TestamentoEnquanto eu estiver deste lado da eternidade, jamais esperarei ficar livre das tribulações – só espero que elas variem. Pois é necessário curar o orgulho do meu coração; para tanto, elas precisam ocorrer.
Por George WhitefieldLobos? São muitos. Mas tu podes ainda A palavra na língua Aquietá-los. Mortos? O mundo. Mas podes acordá-lo Sortilégio de vida Na palavra escrita. Lúcidos? São poucos. Mas se farão milhares Se à lucidez dos poucos Te juntares. Raros? Teus preclaros amigos. E tu mesmo, raro. Se nas coisas que digo Acreditares.
Por Hilda HilstOs Três Mal-Amados O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome. O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos. O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina. O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos. Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina. O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água. O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome. O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel. O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso. O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala. O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.
Por João Cabral de Melo Neto