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Corpo sedento que um dia se quebrou Cristal vermelho Teus olhos gigantes que choram toda a cor Do céu inteiro O sol violento que pinta a minha cor E os pés de vento Voando ao léu em busca de uma cura E chuva Que molhe o povo inteiro
Eu sou apenas o ser mortal Poderia cantar uma canção igual Meu coração tem uma nação Uma utopia sem noção Orações trocadas Ideias contrárias Eu denuncio o pavio A intolerância A ganância A procedência Nacional Da negligência Total
O desejo que traz E adormece a paz Que um dia restou Sem cessar no sonho E despertar no corpo O calor desse fogo
Amar como as montanhas que altas no céu Imponentes se arrastam em si para além do espaço E as esfera do amor se alimenta da própria chama Sonhar como os antigos que olhavam pro mar E as estrelas silenciosas sussurravam uma história