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São precisas duas pessoas para falar a verdade, uma para falar, e outra para ouvir.
Por Henry David ThoreauContrariedades Eu hoje estou cruel, frenético, exigente; Nem posso tolerar os livros mais bizarros. Incrível! Já fumei três maços de cigarros Consecutivamente. Dói-me a cabeça. Abafo uns desesperos mudos: Tanta depravação nos usos, nos costumes! Amo, insensatamente, os ácidos, os gumes E os ângulos agudos. Sentei-me à secretária. Ali defronte mora Uma infeliz, sem peito, os dois pulmões doentes; Sofre de faltas de ar, morreram-lhe os parentes E engoma para fora. Pobre esqueleto branco entre as nevadas roupas! Tão lívida! O doutor deixou-a. Mortifica. Lidando sempre! E deve conta à botica! Mal ganha para sopas... O obstáculo estimula, torna-nos perversos; Agora sinto-me eu cheio de raivas frias, Por causa dum jornal me rejeitar, há dias, Um folhetim de versos. Que mau humor! Rasguei uma epopeia morta No fundo da gaveta. O que produz o estudo? Mais uma redacção, das que elogiam tudo, Me tem fechado a porta. A crítica segundo o método de Taine Ignoram-na. Juntei numa fogueira imensa Muitíssimos papéis inéditos. A Imprensa Vale um desdém solene. Com raras excepções, merece-me o epigrama. Deu meia-noite; e a paz pela calçada abaixo, Um sol-e-dó. Chovisca. O populacho Diverte-se na lama. Eu nunca dediquei poemas às fortunas, Mas sim, por deferência, a amigos ou a artistas. Independente! Só por isso os jornalistas Me negam as colunas. Receiam que o assinante ingénuo os abandone, Se forem publicar tais coisas, tais autores. Arte? Não lhes convém, visto que os seus leitores Deliram por Zaccone. Um prosador qualquer desfruta fama honrosa, Obtém dinheiro, arranja a sua "coterie"; Ea mim, não há questão que mais me contrarie Do que escrever em prosa. A adulaçãao repugna aos sentimento finos; Eu raramente falo aos nossos literatos, E apuro-me em lançar originais e exactos, Os meus alexandrinos... E a tísica? Fechada, e com o ferro aceso! Ignora que a asfixia a combustão das brasas, Não foge do estendal que lhe humedece as casas, E fina-se ao desprezo! Mantém-se a chá e pão! Antes entrar na cova. Esvai-se; e todavia, à tarde, fracamente, Oiço-a cantarolar uma canção plangente Duma opereta nova! Perfeitamente. Vou findar sem azedume. Quem sabe se depois, eu rico e noutros climas, Conseguirei reler essas antigas rimas, Impressas em volume? Nas letras eu conheço um campo de manobras; Emprega-se a "réclame", a intriga, o anúncio, a "blague", E esta poesia pede um editor que pague Todas as minhas obras... E estou melhor; passou-me a cólera. E a vizinha? A pobre engomadeira ir-se-á deitar sem ceia? Vejo-lhe a luz no quarto. Inda trabalha. É feia... Que mundo! Coitadinha!
Por Cesário VerdeVocê sabe, todo mundo é capaz de aprender um pouco, cedo ou tarde. Tudo o que é preciso fazer é viver.
Por Alice WalkerLucas, LC, 16:23, <J> - No inferno, estando em tormentos, o rico levantou os olhos e viu ao longe Abraão, e Lázaro junto dele.</J>
Por Lucas, Novo Testamento- Acham que só porque sigo à frente não sei como meu exército se comporta ? - Thiago fez uma pausa. - Vocês são como o sangue no meu corpo. Sinto cada tremor e suspiro, conheço sua dor e sua alegria, e, sim, ouço as suas risadas.
Por Laini TaylorAnjos caídos nos meus pés Sussurraram vozes na minha orelha Morte diante dos meus olhos Deitada ao meu lado, eu temo Ela acena para mim, devo me entregar? Sobre o meu fim, devo começar? Esquecendo por tudo que eu caí Eu subo para conhecer o meu fim
Por Amy LeeMalaquias, ML, 3:6, - Porque eu, o Senhor, não mudo; por isso, vocês, filhos de Jacó, não foram destruídos.
Por Malaquias, Antigo TestamentoOs naufrágios são belos sentimo-nos tão vivos entre as ilhas, acreditas? e temos saudades desse mar que derruba primeiro no nosso corpo tudo o que seremos depois
Por José Tolentino MendonçaUrge preveni-los do muito que se poderia fazer, com apoio no saber científico, e do descalabro e pequenez do que se está fazendo
Por Darcy Ribeiro