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Se uma gaivota viesse trazer-me o céu de Lisboa no desenho que fizesse, nesse céu onde o olhar é uma asa que não voa, esmorece e cai no mar. Que perfeito coração no meu peito bateria, meu amor na tua mão, nessa mão onde cabia perfeito o meu coração. Se um português marinheiro, dos sete mares andarilho, fosse quem sabe o primeiro a contar-me o que inventasse, se um olhar de novo brilho no meu olhar se enlaçasse. Que perfeito coração no meu peito bateria, meu amor na tua mão, nessa mão onde cabia perfeito o meu coração. Se ao dizer adeus à vida as aves todas do céu, me dessem na despedida o teu olhar derradeiro, esse olhar que era só teu, amor que foste o primeiro. Que perfeito coração morreria no meu peito morreria, meu amor na tua mão, nessa mão onde perfeito bateu o meu coração.
Por Alexandre O'NeillLISBON REVISITED (1923) Não: não quero nada. Já disse que não quero nada. Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer. Não me tragam estéticas! Não me falem em moral! Tirem-me daqui a metafísica! Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) — Das ciências, das artes, da civilização moderna! Que mal fiz eu aos deuses todos? Se têm a verdade, guardem-na! Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica. Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo. Com todo o direito a sê-lo, ouviram? Não me macem, por amor de Deus! Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável? Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa? Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade. Assim, como sou, tenham paciência! Vão para o diabo sem mim, Ou deixem-me ir sozinho para o diabo! Para que havemos de ir juntos? Não me peguem no braço! Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho. Já disse que sou sozinho! Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia! Ó céu azul — o mesmo da minha infância — Eterna verdade vazia e perfeita! Ó macio Tejo ancestral e mudo, Pequena verdade onde o céu se reflete! Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje! Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta. Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo... E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!
Por Álvaro de CamposDesde aquela tarde, uma semana antes, eu havia mudado de ideia meia dúzia de vezes, indecisa como só os mortalmente entediados e inseguros são capazes.
Por Beth MorreyFilipenses, FP, 4:23, A graça do Senhor Jesus Cristo esteja com o espírito de vocês.
Por Filipenses, Novo TestamentoIsaías, IS, 44:18, Nada sabem, nem entendem, porque os olhos deles estão grudados, para que não vejam, e o coração deles já não pode entender.
Por Isaías, Antigo TestamentoLucas, LC, 3:27, filho de Joanã, filho de Resa, filho de Zorobabel, filho de Salatiel, filho de Neri,
Por Lucas, Novo TestamentoMarcos, MC, 1:3, Voz do que clama no deserto: Preparem o caminho do Senhor, endireitem as suas veredas.`
Por Marcos, Novo TestamentoGênesis, GN, 27:43, Agora, pois, meu filho, ouça bem o que vou dizer: levante-se e fuja para a casa de Labão, meu irmão, em Harã.
Por Gênesis, Antigo TestamentoA espécie de sabedoria que Deus espera dar àqueles que Lhe pedem é uma sabedoria que nos une a Ele.
Por J. I. Packer