Veja outros textos inspiradores!
Nós devemos considerar que o caminho para a paz pode ser difícil, mas não tão difícil quanto o caminho para a guerra.
Por Golda MeirJá me fiz a guerra (me leva amor) Por não saber Que esta terra encerra Meu bem-querer (amor) E jamais termina Meu caminhar (me leva amor) Só o amor me ensina Onde vou chegar (por onde for quero ser seu par)
Por Beth CarvalhoQue enche o sono de pavores, Faz febre, esfarela os ossos, Dói nos peitos sufocados, E atira aos desesperados A corda com que se enforcam (...) Coisas que terei pudor De contar seja a quem for
Por José RégioEzequiel, EZ, 19:13, Agora, a videira está plantada no deserto, numa terra seca e sedenta.
Por Ezequiel, Antigo TestamentoÊxodo, EX, 33:23, Depois, quando eu tirar a mão, você me verá pelas costas; mas a minha face ninguém verá.
Por Êxodo, Antigo TestamentoCerta vez em uma viagem vi um lindo jarro para decorar, minha casa, como o dinheiro não era suficiente agradeci,mas o simples dono do estabelecimento praticamente me convenceu a çevar o objeto,e eu pagaria depois, mas como se eu não sei se ainda volto a essa cidade?E se eu não te pagar o senhor irá perder, mas o homem falou eu perderei caso não me pagues depois, mas você perderá muito mais pois sua consciência não o deixará em paz.
Por DesconhecidoRomanos, RM, 11:21, Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, também não poupará você.
Por Romanos, Novo TestamentoA pessoa que chama a outra de invejosa é mais invejosa do que ela. Pois demonstra a inveja nos atos, falas e etc...
Por AtlantaMorte do Leiteiro Há pouco leite no país, é preciso entregá-lo cedo. Há muita sede no país, é preciso entregá-lo cedo. Há no país uma legenda, que ladrão se mata com tiro. Então o moço que é leiteiro de madrugada com sua lata sai correndo e distribuindo leite bom para gente ruim. Sua lata, suas garrafas e seus sapatos de borracha vão dizendo aos homens no sono que alguém acordou cedinho e veio do último subúrbio trazer o leite mais frio e mais alvo da melhor vaca para todos criarem força na luta brava da cidade. Na mão a garrafa branca não tem tempo de dizer as coisas que lhe atribuo nem o moço leiteiro ignaro, morados na Rua Namur, empregado no entreposto, com 21 anos de idade, sabe lá o que seja impulso de humana compreensão. E já que tem pressa, o corpo vai deixando à beira das casas uma apenas mercadoria. E como a porta dos fundos também escondesse gente que aspira ao pouco de leite disponível em nosso tempo, avancemos por esse beco, peguemos o corredor, depositemos o litro... Sem fazer barulho, é claro, que barulho nada resolve. Meu leiteiro tão sutil de passo maneiro e leve, antes desliza que marcha. É certo que algum rumor sempre se faz: passo errado, vaso de flor no caminho, cão latindo por princípio, ou um gato quizilento. E há sempre um senhor que acorda, resmunga e torna a dormir. Mas este acordou em pânico (ladrões infestam o bairro), não quis saber de mais nada. O revólver da gaveta saltou para sua mão. Ladrão? se pega com tiro. Os tiros na madrugada liquidaram meu leiteiro. Se era noivo, se era virgem, se era alegre, se era bom, não sei, é tarde para saber. Mas o homem perdeu o sono de todo, e foge pra rua. Meu Deus, matei um inocente. Bala que mata gatuno também serve pra furtar a vida de nosso irmão. Quem quiser que chame médico, polícia não bota a mão neste filho de meu pai. Está salva a propriedade. A noite geral prossegue, a manhã custa a chegar, mas o leiteiro estatelado, ao relento, perdeu a pressa que tinha. Da garrafa estilhaçada, no ladrilho já sereno escorre uma coisa espessa que é leite, sangue... não sei. Por entre objetos confusos, mal redimidos da noite, duas cores se procuram, suavemente se tocam, amorosamente se enlaçam, formando um terceiro tom a que chamamos aurora.
Por Carlos Drummond de Andrade