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O mundo não é um continente sólido de fatos com alguns dispersos lagos de incertezas, mas um vasto oceano de incertezas salpicado por algumas ilhas de formas calibradas e estabilizadas.
A política não é sobre pessoas que acabaram de morrer, mas sobre os vivos; não é sobre histórias macabras do além, mas sobre histórias sangrentas deste mundo.
A partir do momento que as duas grandes “coletividades” da tradição modernista, a sociedade e a natureza, foram diluídas, quero dizer, redistribuídas e divididas por causa das crises práticas da ecologia, a noção de reunião ou reconstituição desses coletivos – sejam eles humanos ou não humanos– tornou-se a questão política mais importante.
A nova universalidade consiste em sentir que o chão está prestes a ceder.