Mais frases de Antonio Aleixo!

A arte é dom de quem cria. Portanto, não é artista Aquele que só copia As coisas que tem à vista.

Por Antonio Aleixo

Para não fazeres ofensas e teres dias felizes, não digas tudo o que pensas, mas pensa tudo o que dizes.

Por Antonio Aleixo

Ser Doido-Alegre, que Maior Ventura! Ser doido-alegre, que maior ventura! Morrer vivendo p'ra além da verdade. É tão feliz quem goza tal loucura Que nem na morte crê, que felicidade! Encara, rindo, a vida que o tortura, Sem ver na esmola, a falsa caridade, Que bem no fundo é só vaidade pura, Se acaso houver pureza na vaidade. Já que não tenho, tal como preciso, A felicidade que esse doido tem De ver no purgatório um paraíso... Direi, ao contemplar o seu sorriso, Ai quem me dera ser doido também P'ra suportar melhor quem tem juízo.

Por Antonio Aleixo

É no teu olhar tão puro Que vou lendo o meu futuro, Pois o passado esqueci; E fico recompensado Da perda desse passado Quando estou ao pé de ti.

Por Antonio Aleixo

Não digas tudo o que pensas, mas pensa tudo o que dizes.

Por Antonio Aleixo

Não Dês Esmola a Santinhos MOTE Não dês esmola a santinhos, Se queres ser bom cidadão; Dá antes aos pobrezinhos Uma fatia de pão. GLOSAS Não dês, porque a padralhada Pega nas tuas esmolinhas E compra frangos e galinhas Para comer de tomatada; E os santos não provam nada, Nem o cheiro, coitadinhos... Os padres bebem bons vinhos Por taças finas, bonitas... Se elas são p'ra parasitas, Não dês esmola a santinhos. Missas não mandes dizer, Nem lhes faças mais promessas E nem mandes armar essas Se um dia alguém te morrer. Não dês nada que fazer Ao padre e ao sacristão, A ver para onde eles vão... Trabalhar, não, com certeza. Dá sempre esmola à pobreza Se queres ser bom cidadão. Tu não vês que aquela gente Chega até a fingir que chora, Afirmando o que ignora, Assim descaradamente!?... Arranjam voz comovente Para jludir os parvinhos E fazem-se muito mansinhos, Que é o seu modo de mamar; Portanto, o que lhe hás-de dar, Dá antes aos pobrezinhos. Lembra-te o que, à sexta-feira, O sacristão — o mariola! — Diz, quando pede a esmola: «Isto é p'rà ajuda da cera»... Já poucos caem na asneira, Mas em tempos que lá vão, Juntavam grande porção De dinheiro, em prata e cobre, E não davam a um pobre Uma fatia de pão.

Por Antonio Aleixo

Não Creio nesse DeusI Não sei se és parvo se és inteligente — Ao disfrutares vida de nababo Louvando um Deus, do qual te dizes crente, Que te livre das garras do diabo E te faça feliz eternamente. II Não vês que o teu bem-estar faz d'outra gente A dor, o sofrimento, a fome e a guerra? E tu não queres p'ra ti o céu e a terra.. — Não te achas egoísta ou exigente? III Não creio nesse Deus que, na igreja, Escuta, dos beatos, confissões; Não posso crer num Deus que se maneja, Em troca de promessas e orações, P'ra o homem conseguir o que deseja. IV Se Deus quer que vivamos irmãmente, Quem cumpre esse dever por que receia As iras do divino padre eterno?... P'ra esses é o céu; porque o inferno É p'ra quem vive a vida à custa alheia!

Por Antonio Aleixo

Que feliz destino o meu Desde a hora em que te vi; Julgo até que estou no céu Quando estou ao pé de ti.

Por Antonio Aleixo

Há tantos burros mandando em homens de inteligência, que, às vezes, fico pensando que a burrice é uma ciência.

Por Antonio Aleixo

Para não fazeres ofensas e teres dias felizes, não digas tudo o que pensas, mas pensa tudo o que dizes.

Por Antonio Aleixo