Ver outros textos deste Autor...
Estatística Escrever poemas não vale um corpo caído no asfalto. Sinais de sangue no sapato. Riso apagado no ato. Escrever poemas não vale a memória dos inimigos da horda jogados na caldeira dos silêncios. Escrever poemas não vale a noite incômoda e feroz dos que dormem cobertos de luas e estrelas. Escrever poemas não vale um único segundo de um dia inteiro penando injustiças… Escrever poemas não vale a primeira sílaba da palavra morte – derradeira dormida do corpo e da alma. Não vale o poema. Não vale o silêncio sob o manto dormente das milícias. Não vale a outra face navalhadano tapa. Não vale a pele do mapa. Não vale a trapaça da dor, ferida aberta na couraça.
não existem feridas que não cicatrizem mas a marca funda de um olhar amargo dói como a dor de um bicho esmagado
Por que escrevo poemas curtos? (Eu Ando em busca do silêncio.)
Dentro de mim morreram muitos tigres. Os que ficaram, no entanto, são livres.
Essa sensação que a porta vai abrir e que o seu abraço derramado no meu abraço derramado vai molhar o piso
metade era soco outra metade sopro e tudo era tanto pro meu coração tão pouco