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Jeremias, JR, 32:38, - Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus.

Por Jeremias, Antigo Testamento

Ela andava reclamando da forma como ele fechava as portas, "Não bate! Vira a maçaneta e puxa!", ele vinha implicando com o tempo que ela mantinha aberta a geladeira, "Pensa antes no que você quer, depois abre!". Quando ela dirigia, ele ia cantando as marchas, feito um técnico no banco de reservas: "Quarta!", "Terceira!", "Quinta! Oitenta! Bota a quinta!". Quando ele dirigia, ela desdenhava dos caminhos como um Waze contrariado: "Por que cê tá subindo a Augusta?! Pega a Nove de Julho!". "Não, Rebouças não! Rebouças nunca! Vai pela Gabriel!". No dia em que discutiram feio a respeito do lado certo para começar a descascar uma mexerica -"Por cima! Todo mundo sabe! Aquele engruvinhadinho tá ali pra isso!" versus "Por baixo! É uma dedada só, puft!"- decidiram que era preciso diminuir a convivência. Passaram a jantar em horários diferentes. A ler cada um numa poltrona, em vez de dividirem o sofá. Às terças, ela ia ao bar com as amigas. Às quintas, ele jogava futebol. Melhorou, mas não resolveu. Ele resmungava do cheiro de fritura com que ela se deitava na cama. Ela o reprimia pelas roupas suadas, espalhadas no banheiro. E, quanto às mexericas, bem, continuavam irredutíveis. Decidiram, então, dormir em quartos separados. À noite, se despediam e iam cada um prum lado do corredor. Ele via a série dele, ela via a série dela. Em algumas noites, até, viam a mesma série, mas cada um dando pause quando quisesse, botando legenda na língua que bem entendesse -antes, ela sempre queria pôr em inglês, "pra praticar", ele sempre queria pôr em português, "pra entender": acabavam nem praticando nem entendendo, mas discutindo. Mesmo em quartos separados, as rusgas continuavam. Ele precisava parar o carro atrás do dela, à noite, atravancando sua saída, de manhã?! E custava muito a ela botar o iPad dele pra carregar, depois de ler o jornal, vendo a bateria no vermelho?! A solução, acreditaram, era morar cada um numa casa. Voltariam a ser namorados, cada um com o seu mundinho, como na época da faculdade. Foi bom por um tempo, mas -de novo- não resolveu. Ele atrasava pro cinema. Ela discordava do restaurante. Na casa dele não tinha os cremes dela. Na casa dela não tinha as lentes dele. Um belo dia, que de belo não teve nada, tiveram de admitir que a convivência era impossível. Sempre haveria algum incômodo, algum detalhe, alguma idiossincrasia de um a pinicar a paciência do outro. A saída era se separar. A distância acabou com os velhos problemas, mas criou um novo, imenso: eles se amavam, sofriam vivendo sozinhos. Não que quisessem voltar. Sabiam que de briguinha em briguinha, de discussão em discussão, o caldo entornaria, mais uma vez. Então chegaram, enfim, à conclusão de qual seria a única forma da relação funcionar, sem picuinha nem saudade: nunca terem se conhecido. Se apenas imaginassem um ao outro, amantes ideais, pairando no éter, num mundo sem marchas, sem Rebouças, sem mexericas, sem legendas, sem geladeiras, sem cremes, sem lentes, sem carros atravancando a garagem e sem baterias de iPad avisando que resta apenas 10% da carga assim que o jornal acaba de ser baixado, seriam felizes para sempre.

Por Antonio Prata

Salmos, SL, 132:8, Levanta-te, Senhor, e entra no lugar do teu repouso, tu e a arca do teu poder.

Por Salmos, Antigo Testamento

⁠Até ideias falsas e ruins de filmes querem viver. Como se crescessem no seu cérebro, substituindo ideias reais. É o que as torna perigosas.

Por Estou Pensando em Acabar com Tudo

Olho para o céu Tantas estrelas dizendo da imensidão Do universo em nós... A força desse amor Nos invadiu... Com ela veio a paz, toda beleza de sentir Que para sempre uma estrela vai dizer Simplesmente amo você... Meu amor Vou lhe dizer... Quero você Com a alegria de um pássaro Em busca de outro verão... Na noite do sertão Meu coração só quer bater por ti Eu me coloco em tuas mãos Pra sentir todo o carinho que sonhei Nós somos rainha e rei Olho para o céu Tantas estrelas dizendo da imensidão Do universo em nós A força desse amor nos invadiu... Então... Veio a certeza de amar você...

Por Caetano Veloso

" nada que Jesus não tenha pregado não foi cumprido nele"

Por Alessandro Vilas Boas

Embora ausente, Aquiles estava sempre presente.

Por Homero

Luz Antiga Eu só queria que você cuidasse Um pouco mais de mim como eu cuido de você Cuidar é simplesmente olhar Pro mundo que você não vê Pra medir o amor não existe cálculo Um mais um pode não ser dois Futuro é linda paisagem Desejo que não é sonho é mera ilusão Se não sabe Se afaste De mim Se ainda cabe Me abrace Enfim Só ligue se tiver vontade Só venha se quiser me ver Mentir é pura vaidade De quem precisa se esconder Se não sabe Se afaste De mim Se ainda cabe Me abrace Enfim Será que eu vejo apenas o que você não vê? Eu não entendo como você não pode perceber Que eu não sei mais Eu não sei mais, eu não sei mais Eu não sei mais, eu não sei mais Eu não sei O sangue é o rio que irriga a carne E a alma é a terra de um morro É luz antiga ao fim da tarde Essa saudade sem socorro Se não sabe Se afaste De mim Mas antes que seja tarde Nos salve Do fim

Por Ana Cañas

Mosaico no muro. O gato ensaiando o pulo. Azuis borboletas.

Por Fanny Dupré

Amós, AM, 1:9, Assim diz o Senhor: ´Por três transgressões de Tiro, sim, por causa de quatro, não suspenderei o castigo. Porque levaram em cativeiro todo um povo, para entregá-lo a Edom e não se lembraram da aliança de irmãos.

Por Amós, Antigo Testamento