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Salmos, SL, 103:8, O Senhor é compassivo e bondoso; tardio em irar-se e rico em bondade.
Por Salmos, Antigo TestamentoQueixo-me às rosas, mas que bobagem As rosas não falam Simplesmente as rosas exalam O perfume que roubam de ti, ai
Por CartolaMarcos, MC, 3:35, <J>Portanto, aquele que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.</J>
Por Marcos, Novo TestamentoAqui jaz um homem que soube ter junto a si homens que eram mais inteligentes que ele.
Por Andrew CarnegieJuízes, JZ, 18:27, Os homens de Dã levaram as coisas que Mica havia feito e também o sacerdote dele, e foram a Laís, a um povo que vivia em paz e sem desconfiar de nada. Mataram os moradores a fio de espada e queimaram a cidade.
Por Juízes, Antigo TestamentoWilliam Contraponto: A lucidez como heresia A poesia de William Contraponto não pede licença. Ela entra como pergunta. Permanece como desconforto. E sai deixando vestígios — não de esperança, mas de pensamento. Seu verso é seco, rente ao osso, herdeiro de um pacto com a lucidez. Ex-médium, hoje ateu, Contraponto não escreve a partir do ressentimento, mas da experiência desnudada. Viveu por dentro os rituais, sentiu o corpo ser tomado por forças que pareciam externas, mas depois reconheceu: o que parecia transcendência era desejo encenado, era necessidade de sentido em estado bruto. E foi esse rompimento — não com a fé, mas com a ilusão — que marcou sua travessia estética. Sua obra é radicalmente existencialista. Não no sentido acadêmico, mas vital. Contraponto não cita Sartre, Camus ou Beauvoir. Ele os atravessa. Sua escrita emerge da mesma angústia essencial: a de estar vivo num mundo sem garantias. Seu olhar recusa os confortos espirituais, os dogmas reciclados, as promessas vendidas como salvação. Em vez disso, oferece o que resta depois do desengano: umvazio honesto, um silêncio não manipulado, uma linguagem que pensa,. O estilo é contido, afiado, desprovido de ornamentos. Há ritmo, mas não há melodia fácil. Cada poema parece limado até o limite da palavra exata. Nada sobra. Nada falta. É uma poesia que respira o pensamento e sangra a dúvida. Mais próxima do ensaio do que da canção, mais próxima da meditação crua do que do lirismo adocicado. William Contraponto é também um poeta de consciência social. Sua descrença no sagrado caminha junto de sua recusa às estruturas que domesticam a liberdade — sejam elas religiosas, políticas ou econômicas. Mas sua crítica nunca desumaniza. Ao contrário: nasce de uma empatia crua com o humano como projeto inacabado. No lugar da fé, propõe o enfrentamento. No lugar da doutrina, a lucidez. No lugar da promessa, a palavra como faca — ou espelho. Ler William Contraponto é ser tirado do eixo. É lembrar que pensar também dói. E que há beleza, sim, no que não consola.
Por Neno MarquesGente é mais ou menos como rio: Tem os que gostam de perigo e se lançam de grandes alturas Tem os de muitos braços que atiram pra todos os lados Tem os de muitos redemoinhos que comem bois e gente Tem os que gostam demais de si e viram lago Tem os que só sabem correr parados São os empoçados os pantaneiros os alagados Tem os que transam com a terra formando ilhas O fundo de alguns é de pedra. Tem os de peixes coloridos Outros têm água clarinha. E tem gente córrego seco E tem gente riacho escuro. Alguns a terra engole vivos E tem até rio que corre pra trás O rio que eu sou nasceu em janeiro
Por Viviane Mosé