O Pó Um pedaço de terra, dura feito pedra Um liquído viscoso, feito chorume, fétido, forte e repulsivo. Uma vida de abnegações, porém, cheia de sonhos. Um corpo inerte. Pela morte? Talvez, alguns diriam. Sombra que assombra, luz que não alumia, alma fugidia. Passado em vida a mexer loucamente as águas que teimavam em não se misturarem; dum lado óleo, doutro, água. A vida por um giro, até a exaustão! Parou. Assim que deixou, cada um foi para o lado que lhe cabia. Uma subiu, pesada e leve. A outra, leve mas pesada, foi ao fundo. Finalmente, cada uma estava em seu lugar por direito.