Não vá à noite boa gentilmente assim Não vá à noite boa gentilmente assim É necessário delirar ao fim do dia Lute, lute pela luz que chega ao fim O sábio agonizante embora aceite sim O escuro ao ver que a sua vida foi vazia Não vai à noite boa gentilmente assim O justo sob a onda derradeira enfim Vê frágeis feitos seus brilhando na baía E luta, luta pela luz que chega ao fim O insano que prendeu o sol para um festim Só percebendo muito tarde o que perdia Não vai à noite boa gentilmente assim O homem sério, à morte, com olhar sublime, que olhos cegos, num raio, reviveria Luta, luta pela luz que chega ao fim E você, meu pai, me abençoe ou contra mim Pragueje, eu peço, pelo que se anuncia. Não vá à noite boa gentilmente assim. Lute, lute pela luz que chega ao fim