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Se, existencialmente, você não se sente bem no seu lugar, possivelmente aquele não é o seu lugar.
Por Beto Colombonão se desespere menina tudo em você se deu tarde nenhum ciclo se rompeu num piscar de asas foi preciso lutas e hibernações para que outras peles te cobrissem a alma como é difícil aceitar o curso de ser outra não se desespere vendo as primaveras transcorridas o tempo indo ligeiro e ainda assim seus passos distraídos... a vida (em pequenas bolhas que estouram quase sem ruídos) está sendo destilada no íntimo você se detém nas páginas de um livro porque os parágrafos tocam fundo e olhos novos sempre penetram por instantes eternos e tudo leva anos, meses em você sempre assim tem sido para poder nascerem sentidos que revigoram o viver
Por Clara BaccarinProsa Patética Nunca fui de ter inveja, mas de uns tempos pra cá tenho tido. As mãos dadas dos amantes tem me tirado o sono. Ontem, desejei com toda força ser a moça do supermercado. Aquela que fala do namorado com tanta ternura. Mesmo das brigas ando tendo inveja. Meu vizinho gritando com a mulher, na casa cheia de crianças, Sempre querendo, querendo. Me disseram que solidão é sina e é pra sempre. Confesso que gosto do espaço que é ser sozinho. Essa extensão, largura, páramo, planura, planície, região. No entanto, a soma das horas acorda sempre a lembrança Do hálito quente do outro. A voz, o viço. Hoje andei como louca, quis gritar com a solidão, Expulsar de mim essa Nossa Senhora ciumenta. Madona sedenta de versos. Mas tive medo. Medo de que ao sair levasse a imensidão onde me deito. Ausência de espelhos que dissolve a falta, a fraqueza, a preguiça. E me faz vento, pedra, desembocadura, abotoadura e silêncio. Tive medo de perder o estado de verso e vácuo, Onde tudo é grave e único. E me mantive quieta e muda. E mais do que nunca tive inveja. Invejei quem tem vida reta, quem não é poeta Nem pensa essas coisas. Quem simplesmente ama e é amado. E lê jornal domingo. Come pudim de leite e doce de abóbora. A mulher que engravida porque gosta de criança. Pra mim tudo encerra a gravidade prolixa das palavras: madrugada, mãe, Ônibus, olhos, desabrocham em camadas de sentido, E ressoam como gongos ou sinos de igreja em meus ouvidos. Escorro entre palavras, como quem navega um barco sem remo. Um fluxo de líquidos. Um côncavo silêncio. Clarice diz que sua função é cuidar do mundo. E eu, que não sou Clarice nem nada, fui mal forjada, Não tenho bons modos nem berço. Que escrevo num tempo onde tudo já foi falado, cantado, escrito. O que o silêncio pode me dizer que já não tenha sido dito? Eu, cuja única função é lavar palavra suja, Neste fim de século sem certezas? Eu quero que a solidão me esqueça.
Por Viviane MoséJuízes, JZ, 18:18, Quando eles entraram na casa de Mica e apanharam a imagem de escultura, a estola sacerdotal, os ídolos do lar e a imagem de fundição, o sacerdote perguntou: - O que é que vocês estão fazendo?
Por Juízes, Antigo TestamentoMe pergunto centenas de perguntas, mas eu estou aprendendo tanto. Estou cometendo erros e aprendendo com eles, não tenho medo de errar. Eu abraço os erros, eles te fazem quem você é. Nunca tive medo de cair.
Por BeyoncéA espada do destino tem dois gumes... Um deles é você. E o outro é a morte. (A espada do destino)
Por Andrzej SapkowskiMesmo quando estávamos separados, ainda estávamos juntos. Mesmo quando pensei que você tinha partido, você ainda vivia dentro do meu coração.
Por Katy Regnery