Mais frases de Jorge de Lima!

Entre a raiz e a flor: o tempo e o espaço.

Por Jorge de Lima

O primeiro dos quatorze Há muita gente eu sei que não gosta de versos, Por que... não sei... talvez... [talvez] porque não queira; Daí uma asserção de críticos diversos: Morrerá no Porvir a poesia inteira. Eu me esteio a mim mesmo em pontos controversos: A Ciência julgada austera e sobranceira Pousa no fictício os pedestais emersos Que sustêm uma bíblia eterna e verdadeira. Vede: a Química conta as moléculas; dita A Mecânica as leis tendo por base a inércia; Outros mundos além a Astronomia habita... Se mesmo o positivo é sonho e controvérsia Nem Porvir, nem ninguém, coisa alguma desliga A Ciência que sonha e o verso que investiga.

Por Jorge de Lima

⁠POEMA DO NADADOR A água é falsa, a água é boa. Nada, nadador! A água é mansa, a água é doida, aqui é fria, ali é morna, a água é fêmea. Nada, nadador! A água sobe, a água desce, a água é mansa, a água é doida. Nada, nadador! A água te lambe, a água te abraça a água te leva, a água te mata. Nada, nadador! Senão, que restará de ti, nadador? Nada, nadador.

Por Jorge de Lima

Banhistas Este poema de amor não é lamento nem tristeza distante, nem saudade, nem queixume traído nem o lento perpassar da paixão ou pranto que há de transformar-se em dorido pensamento, em tortura querida ou em piedade ou simplesmente em mito, doce invento, e exaltada visão da adversidade. É a memória ondulante da mais pura e doce face (intérmina e tranquila) da eterna bem-amada que eu procuro; mas tão real, tão presente criatura que é preciso não vê-la nem possuí-la mas procurá-la nesse vale obscuro.

Por Jorge de Lima