Uma vida sem verão é como um ano sem amor.
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No fim das contas, existe uma razão para a expressão “cair de amores”, porque quando isso acontece, quando acontece de verdade, é mesmo uma queda. Não há o que fazer, você simplesmente se joga de cabeça e torce para ter alguém para segurá-lo. Senão, vai acabar se machucando feio.
– Sabe, as pessoas vêm para a Itália por vários motivos, mas, quando ficam aqui, é só por dois. – Quais? – Amor e gelato.
Ele era quente, cremoso e tinha o sabor de tudo de mais perfeito que podia acontecer com uma pessoa. Verões italianos. Primeiros amores. Chocolate.
Pode até parecer óbvio, mas morar num cemitério me faz pensar na morte. Aqui há uma ordem que não existe na vida real, e acho isso estranhamente reconfortante. Talvez essa seja a beleza da morte. Nada mais é complicado. Tudo é fechado e definitivo.
Naquele breve momento eu me senti viva, muito mais do que durante todo o ano anterior. Talvez durante toda a minha vida.
Quando uma pessoa desiste de um relacionamento, não há nada que você possa fazer para segurá-la.