A VIDA ESCREVE O fado meu contente, que a vida escreve Vivendo de amor, um desejo tão ingente Vive em uma poética, e tão eternamente Canta cá no soneto, tão puro e tão leve Se lá no assento do coração, tudo breve Não tem aquele olhar e, se não consente Sente não poetar o que não será ardente Sim, desencontros, triste sina prescreve E se vires que dele podes então merecer Não verseje a coisa duma dor que ficou Viva o momento, assim, verseje pra ser Rogue ao fado, pela sede que acreditou Traga pra ti a poesia no melhor querer O amor, a sensação do que não acabou. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 20 de agosto de 2021, Araguari, MG