ALVOROÇO Rouba, sim, meu sossego, ó alvoroço, eles todos O que acaso fiz eu, nos desencontros de outrora Sonhos sonhados, ideados, nenhum, só engodos Amor suspirado do meu coração não tenho agora O amor que amei, meu romantismo me tomaste E por sentir e viver o roubo não posso culpar-te E de amor eu permaneço. Qual amor me baste? Se qualquer não me basta, e me deixaste à parte E para ter o perdão como eu posso ser gentil? Se meu coração tremulo chora com tal frieza Que nem mesmo o meu afeto sabe ser sutil Nesta aflição, dos enganos, meu amor é presa Verdadeiros amadores, ao amor não trapaceia Nesta ilusão minha alma de poética está cheia © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 16/08/2021, 18’58” - Araguari, MG Shakespeareando