Mais frases de A. Bay!

Isso é tudo o que eu quero na vida: que essa dor pareça ter um propósito.

Por Elizabeth Wurtzel

Eu sou a garota que está perdida no espaço, a menina que está desaparecendo sempre, para sempre desaparecendo e se afastando cada vez mais longe para o fundo.

Por Elizabeth Wurtzel

⁠Todas as coisas óbvias que as pessoas sempre dizem, desaparecem com as gotas de chuva...

Por DREAMCATCHER (K-pop)

..Uma jovem tamoia, cujo rosto moreno parecia tostado pelo fogo em que ardia-lhe o coração, muito linda e sensível, tinha por habitação esta rude gruta, onde ainda então não se via a fonte que hoje vemos. Ora, ela, que até aos quinze anos era inocente como a flor, e por isso alegre e folgazona como uma cabritinha nova, começou a fazer-se tímida e depois triste, como o gemido da rola; a causa disto estava no agradável parecer de um mancebo da sua tribo, que diariamente vinha caçar ou pescar na ilha, e vinte vezes já o havia feito, sem que uma só desse fé dos olhares ardentes que lhe dardejava a moça. O nome dele era Aoitin; o nome dela era Ahy, que o seguia, ora lhe apanhava as aves que ele matava, ora lhe buscava as flechas disparadas, e nunca um só sinal de reconhecimento obtinha; quando no fim de seus trabalhos, Aoitin ia adormecer na gruta, ela entrava de manso e com um ramo de palmeira procurava, movendo o ar, refrescar a fronte do guerreiro adormecido. Mas tantos extremos eram tão mal pagos, que Ahy, de cansada, procurou fugir do insensível moço e fazer por esquecê-lo; porém, como era de esperar, nem fugiu-lhe nem o esqueceu. Desde então tomou outro partido: chorou. Ou porque a sua dor era tão grande que lhe podia exprimir o amor em lágrimas desde o coração até aos olhos, ou porque, selvagem mesma, ela já tinha compreendido que a grande arma da mulher está no pranto, Ahy chorou.

Por Joaquim Manuel de Macedo

O homem nunca deve se pôr em posição de perder o que não pode se dar ao luxo de perder.

Por Ernest Hemingway

A descoberta Seguimos nosso caminho por este mar de longo Até a oitava da Páscoa Topamos aves E houvemos vista de terra os selvagens Mostraram-lhes uma galinha Quase haviam medo dela E não queriam por a mão E depois a tomaram como espantados primeiro chá Depois de dançarem Diogo Dias Fez o salto real as meninas da gare Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis Com cabelos mui pretos pelas espáduas E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas Que de nós as muito bem olharmos Não tínhamos nenhuma vergonha.

Por Oswald de Andrade

Senhor Que eu não fique nunca Como esse velho inglês Aí do lado Que dorme numa cadeira À espera de visitas que não vêm

Por Oswald de Andrade

O Amor – Poesia futurista A Dona Branca Clara Tome-se duas dúzias de beijocas Acrescente-se uma dose de manteiga do Desejo Adicione-se três gramas de polvilho de Ciúme Deite-se quatro colheres de açucar da Melancolia Coloque-se dois ovos Agite-se com o braço da Fatalidade E dê de duas em duas horas marcadas No relógio de um ponteiro só!

Por Oswald de Andrade

Escapulário No Pão de Açúcar De Cada Dia Dai-nos Senhor A Poesia De Cada Dia.

Por Oswald de Andrade

O medroso A assombração apagou a candeia Depois no escuro veio com a mão Pertinho dele Ver se o coração ainda batia.

Por Oswald de Andrade