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Em cada um dos nossos que sofreram tanto, haviam duas identidades conflitantes. Uma vivendo a vida nova e a outra correndo em fuga constante, das lembranças do inferno que surgiam em perseguição.

Por Clarissa Pinkola Estés

I Reis, 1RS, 1:20, Porém, ó rei, meu senhor, todo o Israel tem os olhos em você, para que o rei diga quem se assentará no trono do rei, meu senhor, depois dele.

Por I Reis, Antigo Testamento

Ezequiel, EZ, 37:16, - Filho do homem, pegue um pedaço de madeira e escreva nele o seguinte: ´De Judá e dos filhos de Israel, seus companheiros.` Depois, pegue outro pedaço de madeira e escreva nele: ´De José, pedaço de madeira de Efraim, e de toda a casa de Israel, seus companheiros.`

Por Ezequiel, Antigo Testamento

Prefiro ser verdadeiro comigo mesmo sob o risco de parecer ridículo do que ser falso e sofrer com minha própria aversão.

Por Frederick Douglass

Ah se a sensibilidade que as pessoas adquirem no período natalino as acompanhassem no decorrer do ano, o mundo seria bem melhor!

Por Elizabeth Fortes

I Crônicas, 1CR, 9:13, bem como os seus irmãos, chefes das suas famílias; mil setecentos e sessenta ao todo, homens capazes para a obra do ministério da Casa de Deus.

Por I Crônicas, Antigo Testamento

Meu diário público 25/05/2025 Me chamo Aline Caira, costumo usar o pseudônimo de Kayra, enfim... carrego em mim a história de uma infância moldada pela hostilidade e crueldade. Um lar que, ao invés de ser um refúgio, foi palco de violência física, mental e psicológica, tecendo uma teia de sofrimento em meu ser. Cresci em silêncio, aprendendo a suportar a dor, pois, aos olhos de meus algozes, eu era um ser desprezível, culpada até mesmo pelas travessuras e pequenas artes inerentes à infância. A cumplicidade de minha própria irmã, que, ao invés de ser amiga, me apelidava de "bruxa", "Olivia Palito" e me atacava com palavras cruéis sobre minha magreza, feiúra e suposta burrice, só aprofundava a ferida. A fachada de felicidade em passeios e eventos logo se desfazia ao cruzar a porta de casa, onde o terrorismo psicológico se instalava. Era o inferno particular, a solidão em meio àqueles que deveriam me amar. As palavras, como navalhas, cortavam minha alma, somadas às agressões físicas que marcaram meu corpo: chutes, pontapés, puxões de cabelo, socos no rosto, tapas ensurdecedores. Unhas que rasgavam minha pele, beliscões que me feriam profundamente. A violência escalou ao ponto de um afogamento simulado por minha própria mãe em um tanque d'água, um ato que ecoa em meus pesadelos até hoje. Fui atirada da escada, humilhada e exposta a situações vexatórias, com meu pai me xingando e espancando em público, na rua, na escola, até mesmo diante da diretora. A vergonha e o medo se tornaram meus companheiros constantes. O que torna tudo ainda mais lamentável é a conivência silenciosa dos familiares, testemunhas passivas do meu sofrimento. O motivo? Permanece um mistério doloroso. É incompreensível a existência de seres humanos capazes de presenciar o sofrimento de uma criança e permanecer inertes. Na vida adulta, carrego comigo essa criança ferida, sedenta por amor e pela segurança que nunca encontrou nos braços de seus pais. A busca por esse afeto perdido se manifesta em padrões de comportamento, em relacionamentos que, muitas vezes, repetem a dinâmica dolorosa do passado. Minha vida adulta é permeada por tristezas, dores e sofrimentos. A depressão se tornou uma sombra constante, uma batalha diária que me consome. Há dias em que a exaustão me impede de sequer levantar da cama. No entanto, o olhar doce e amoroso de minha filha me impulsiona a seguir em frente. Por ela, por seu bem-estar, não posso me render às minhas próprias dores. Ela é a luz que me guia, a força que me mantém de pé, a razão para lutar contra a escuridão que me assola. E é por ela que busco a cura, a libertação das amarras do passado, para que ela possa ter a mãe que eu nunca tive.

Por Aline Caira

Habacuque, HC, 2:8, Visto que você despojou muitas nações, todos os povos que restaram virão despojá-lo. Porque você derramou muito sangue e cometeu violência contra a terra, contra as cidades e contra todos os seus moradores.

Por Habacuque, Antigo Testamento

Números, NM, 3:47, recolha por cabeça sessenta gramas, segundo o peso padrão do santuário, que é de doze gramas.

Por Números, Antigo Testamento

⁠Vocês moram juntos. Têm ótimos filhos. Vocês se casam. Saem de férias, juntos. Mudam de casa. Vocês discutem. Fazem as pazes. E então… Então, o desgraçado vai embora. Tudo acaba. Então, você se pergunta: “Nós éramos felizes? Essa era a melhor vida que poderíamos ter tido?” E a resposta é: eu não sei.

Por A Penúltima Palavra (série)