Mais frases de Carlos Drummond de Andrade!

Os homens distinguem-se pelo que fazem; as mulheres, pelo que levam os homens a fazer.

Por Carlos Drummond de Andrade

DEZEMBRO Quem me acode à cabeça e ao coração neste fim de ano, entre alegria e dor? Que sonho, que mistério, que oração? Amor.

Por Carlos Drummond de Andrade

A loucura é diagnosticada pelos sãos, que não se submetem a diagnóstico. Há um limite em que a razão deixa de ser razão, e a loucura ainda é razoável. Somos lúcidos na medida em que perdemos a riqueza da imaginação.

Por Carlos Drummond de Andrade

Sentimos saudade de certos momentos da nossa vida e de certos momentos de pessoas que passaram por ela.

Por Carlos Drummond de Andrade

No meio do caminho tinha uma pedra.

Por Carlos Drummond de Andrade

Cem máximas que resumissem a sabedoria universal tornariam dispensáveis os livros.

Por Carlos Drummond de Andrade

Perder tempo em aprender coisas que não interessam priva-nos de descobrir coisas interessantes.

Por Carlos Drummond de Andrade

No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra ...

Por Carlos Drummond de Andrade

O seu santo nome Não facilite com a palavra amor. Não a jogue no espaço, bolha de sabão. Não se inebrie com o seu engalanado som. Não a empregue sem razão acima de toda a razão ( e é raro). Não brinque, não experimente, não cometa a loucura sem remissão de espalhar aos quatro ventos do mundo essa palavra que é toda sigilo e nudez, perfeição e exílio na Terra. Não a pronuncie.

Por Carlos Drummond de Andrade

CONSOLO NA PRAIA Vamos, não chores... A infância está perdida. A mocidade está perdida. Mas a vida não se perdeu. O primeiro amor passou. O segundo amor passou. O terceiro amor passou. Mas o coração continua. Perdeste o melhor amigo. Não tentaste qualquer viagem. Não possuis casa, navio, terra. Mas tens um cão. Algumas palavras duras, em voz mansa, te golpearam. Nunca, nunca cicatrizam. Mas, e o humour? A injustiça não se resolve. À sombra do mundo errado murmuraste um protesto tímido. Mas virão outros. Tudo somado, devias precipitar-te, de vez, nas águas. Estás nu na areia, no vento... Dorme, meu filho.

Por Carlos Drummond de Andrade