Veja outros textos inspiradores!

Eu vou começar de novo. Ser alguém novo. É a única maneira de conseguir superar.

Por Elena Gilbert

Habacuque, HC, 3:5, Adiante dele vai a peste, e a pestilência segue os seus passos.

Por Habacuque, Antigo Testamento

Toda a generalização é uma hipótese.

Por Jules Poincaré

⁠Não tem como resolver qualquer assunto com alguém que faz de tudo pra criar mais discórdia.

Por Bruna Zielinski

Um juri consiste de cidadãos honestos que decididem qual o melhor advogado.

Por Rita Lee

Os Três Mal-Amados Olho Teresa, vejo-a sentada aqui a meu lado. A poucos centímetros da mim. A poucos centímetros, muitos quilômetros. Por que essa impressão de que precisaria de quilômetros para medir a distância, o afastamento em que a vejo nesse momento? Olho Teresa como se olhasse o retrato de uma antepassada que tivesse vivido em outro século. Ou como se olhasse um vulto em outro continente, através de um telescópio. Vejo-a como se cobrisse a poeira tenuíssima ou o ar quase azul que envolvem as pessoas afastadas de nós muitos anos e léguas. Posso dizer dessa moça a meu lado que é a mesma Teresa que durante todo o dia de hoje, por efeito do gás do sonho, senti pegada a mim? Esta é a mesma Teresa que na noite passada conheci em toda intimidade? Posso dizer que a vi, falhei-le, posso dizer que a tive em toda intimidade? Que intimidade existe maior que a do sonho? A desse sonho que ainda trago em mim como um objeto que me pesasse no bolso? Ainda me parece sentir o mar do sonho que inundou meu quarto. Ainda sinto a onda chegando à minha cama. Ainda me volta o espanto de despertar entre móveis e paredes que eu não compreendia pudessem estar enxutos. E sem nenhum sinal dessa água que o sol secou mas de cujo contacto ainda me sinto friorento e meio úmido (penso agora que seria mais justo, do mar do sonho, dizer que o sol o afugentou, porque os sonhos são como as aves, não apenas porque crescem e vivem no ar) Teresa aqui está, ao alcance de minha mão, de minha conversa. Por que, entretanto, me sinto sem direitos fora daquele mar? Ignorante dos gestos, das palavras? O sonho volta, me envolve novamente. A onda torna a bater em minha cadeira, ameaça chegar até a mesa. Penso que, no meio de toda essa gente de terra, gente que parece ter criado raízes, como um lavrador ou uma colina, sou o único a escutar esse mar. Talvez Teresa... Talvez Teresa... sim, quem me dirá que esse oceano não nos é comum? Posso esperar que esse oceano nos seja comum? Um sonho é uma criação minha, nascida de meu tempo adormecido, ou existe nele uma participação de fora, de todo o universo, de uma geografia, sua história, sua poesia? O arbusto ou a pedra aparecida em qualquer sonho pode ficar indiferente à vida de que está participando? Pode ignorar o mundo que está ajudando a povoar? É possível que sintam essa participação, esses fantasmas, essa Teresa, por exemplo, agora distraída e distante? Há algum sinal que faça compreender termos sido, juntos, peixes de um mesmo mar? Donde me veio a idéia de que Teresa talvez participe de um universo privado, fechado em minha lembrança, desse mundo que através de minha fraqueza eu me compreendi ser o único onde será possível cumprir os atos mais simples, como por exemplo caminhar, beber um copo de água, escrever meu nome, nada, nem mesmo Teresa.

Por João Cabral de Melo Neto

O livro é uma extensão da memória e da imaginação.

Por Jorge Luis Borges

Ela usava flores nos cabelos e carregava segredos mágicos nos olhos. Ela não falava com ninguém. Ela passava horas na margem do rio.

Por Arundhati Roy

II Coríntios, 2CO, 5:9, É por isso que também nos esforçamos para ser agradáveis a ele, quer presentes, quer ausentes.

Por II Coríntios, Novo Testamento

Se essa vida fosse um filme Eu só queria ver você Naquelas cenas calientes Que meu irmão não me deixa ver E eu seria a tua donzela Baby, vem me salvar Porque eu até faria sozinha Mas perderia a graça Não olha assim pra mim que eu não sei segurar Te conheço e já conheço essa maldade nesse olhar Não olha assim pra mim que eu não sei segurar Jogo a mão pro céu que eu sei que hoje eu vou gritar E peço: ó meu Deus Tende piedade de nós Ó meu Deus Tende piedade de nós!

Por Giulia Be