Admiro as plantas que vivem neste apartamento. Sem água fresca, cortinas fechadas, pouca conversa. Respeito estas plantas: pequenas, robustas, teimosas. Sem ninguém por perto quando o sol castiga. Sem quem abra a janela para entrar a brisa. Sobre a mesa da sala, no banheiro, na varanda. Em silêncio, orgulhosas. Não morreriam a troco de nada.