Mais frases de Armand Salacrou!

O vinho não embriaga tanto ao homem como o primeiro movimento da ira, pois ele cega o entendimento sem deixar luz para a razão.

Por Mateo Alemán

"Devem buscar-se amigos como os bons livros. Não está a felicidade em que sejam muitos nem muito curiosos; e sim poucos, bons e bem conhecidos."

Por Mateo Alemán

Os hipócritas são como as tâmaras: o doce está fora, o mel nas palavras e o duro lá dentro, na alma.

Por Mateo Alemán

Nas ditaduras, a frase, famosa, de Descartes, mudou para «Existo, logo não penso».

Por Mário Silva Brito

Orações são para os fracos. Prefiro acabar com a sua raça no tribunal. (Annalise Keating)

Por How To Get Away With Murder

Cliente: – Como você dorme à noite? Annalise Keating: – Sozinha. Em lençóis muito confortáveis.

Por How To Get Away With Murder

Apenas uma canção de amor Enquanto a chuva molha o meu rosto Ela esconde a minha lágrima Que insiste em encontrar o chão. Enquanto o frio toma o meu corpo Eu aprendi sem a gramática Que saudade não tem tradução. Eu preciso tanto de você O seu amor é o que me faz crescer E conhece como a própria mão Cada medo do meu coração. Hoje pensei tanto em nós dois Que não podia deixar pra depois E eu vim aqui só pra dizer: -Que eu sou louco por você

Por Guilherme de Sá

⁠Não há nada Que possa me impedir De ser capaz Ou ser forte o bastante Errante é o passo que se limita Exceto se for íngreme

Por Guilherme de Sá

William Contraponto: A lucidez como heresia A poesia de William Contraponto não pede licença. Ela entra como pergunta. Permanece como desconforto. E sai deixando vestígios — não de esperança, mas de pensamento. Seu verso é seco, rente ao osso, herdeiro de um pacto com a lucidez. Ex-médium, hoje ateu, Contraponto não escreve a partir do ressentimento, mas da experiência desnudada. Viveu por dentro os rituais, sentiu o corpo ser tomado por forças que pareciam externas, mas depois reconheceu: o que parecia transcendência era desejo encenado, era necessidade de sentido em estado bruto. E foi esse rompimento — não com a fé, mas com a ilusão — que marcou sua travessia estética. Sua obra é radicalmente existencialista. Não no sentido acadêmico, mas vital. Contraponto não cita Sartre, Camus ou Beauvoir. Ele os atravessa. Sua escrita emerge da mesma angústia essencial: a de estar vivo num mundo sem garantias. Seu olhar recusa os confortos espirituais, os dogmas reciclados, as promessas vendidas como salvação. Em vez disso, oferece o que resta depois do desengano: umvazio honesto, um silêncio não manipulado, uma linguagem que pensa,. O estilo é contido, afiado, desprovido de ornamentos. Há ritmo, mas não há melodia fácil. Cada poema parece limado até o limite da palavra exata. Nada sobra. Nada falta. É uma poesia que respira o pensamento e sangra a dúvida. Mais próxima do ensaio do que da canção, mais próxima da meditação crua do que do lirismo adocicado. William Contraponto é também um poeta de consciência social. Sua descrença no sagrado caminha junto de sua recusa às estruturas que domesticam a liberdade — sejam elas religiosas, políticas ou econômicas. Mas sua crítica nunca desumaniza. Ao contrário: nasce de uma empatia crua com o humano como projeto inacabado. No lugar da fé, propõe o enfrentamento. No lugar da doutrina, a lucidez. No lugar da promessa, a palavra como faca — ou espelho. Ler William Contraponto é ser tirado do eixo. É lembrar que pensar também dói. E que há beleza, sim, no que não consola.

Por Neno Marques

Sucesso é apenas uma questão de sorte. Pergunte a qualquer fracassado.

Por Earl Wilson