“Quando eu morrer quero ficar Quando eu morrer quero ficar, Não contem aos meus inimigos, Sepultado em minha cidade, Saudade. Meus pés enterrem na rua Aurora, No Paissandu deixem meu sexo, Na Lopes Chaves a cabeça Esqueçam. No Pátio do Colégio afundem O meu coração paulistano: Um coração vivo e um defunto Bem juntos. Escondam no Correio o ouvido Direito, o esquerdo nos Telégrafos, Quero saber da vida alheia, Sereia. O nariz guardem nos rosais, A língua no alto do Ipiranga Para cantar a liberdade. Saudade... Os olhos lá no Jaraguá Assistirão ao que há de vir, O joelho na Universidade, Saudade... As mãos atirem por aí, Que desvivam como viveram, As tripas atirem pro Diabo, Que o espírito será de Deus. Adeus.”
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Nota: citado em "Como escrevo?" de José Domingos de Brito, Novatec Editora, página 185.
Nota: Trecho do texto "O Valioso Tempo dos Maduros"
“Minha obra toda badala assim: Brasileiros, chegou a hora de realizar o Brasil.”
“Devo confessar preliminarmente, que eu não sei o que é belo e nem sei o que é arte.”