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- Si vis pacem para bellum - Se procura a paz, prepare-se para a guerra.

Por Grimm

Endymion O que é belo há de ser eternamente Uma alegria, e há de seguir presente. Não morre; onde quer que a vida breve Nos leve, há de nos dar um sono leve, Cheio de sonhos e de calmo alento. Assim, cabe tecer cada momento Nessa grinalda que nos entretece À terra, apesar da pouca messe De nobres naturezas, das agruras, Das nossas tristes aflições escuras, Das duras dores. Sim, ainda que rara, Alguma forma de beleza aclara As névoas da alma. O sol e a lua estão Luzindo e há sempre uma árvore onde vão Sombrear-se as ovelhas; cravos, cachos De uvas num mundo verde; riachos Que refrescam, e o bálsamo da aragem Que ameniza o calor; musgo, folhagem, Campos, aromas, flores, grãos, sementes, E a grandeza do fim que aos imponentes Mortos pensamos recobrir de glória, E os contos encantados na memória: Fonte sem fim dessa imortal bebida Que vem do céus e alenta a nossa vida.

Por John Keats

I Coríntios, 1CO, 11:29, Pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si.

Por I Coríntios, Novo Testamento

Todo homem é um completo idiota por cinco minutos a cada dia; a sabedoria consiste em não passar dos limites.

Por Elbert Hubbard

Viver sob a ocupação contemporânea é experimentar uma condição permanente de “viver na dor”.

Por Achille Mbembe

Claro que nós somos amigos, por isso é que eu não te matei.

Por Elfen Lied

A Extraordinária Aventura vivida por Vladimir Maiakóvski no Verão na Datcha A tarde ardia em cem sóis O verão rolava em julho. O calor se enrolava no ar e nos lençóis da datcha onde eu estava, Na colina de Púchkino, corcunda, o monte Akula, e ao pé do monte a aldeia enruga a casca dos telhados. E atrás da aldeia, um buraco e no buraco, todo dia, o mesmo ato: o sol descia lento e exato E de manhã outra vez por toda a parte lá estava o sol escarlate. Dia após dia isto começou a irritar-me terrivelmente. Um dia me enfureço a tal ponto que, de pavor, tudo empalidece. E grito ao sol, de pronto: ¿Desce! Chega de vadiar nessa fornalha! E grito ao sol: ¿Parasita! Você aí, a flanar pelos ares, e eu aqui, cheio de tinta, com a cara nos cartazes! E grito ao sol: ¿Espere! Ouça, topete de ouro, e se em lugar desse ocaso de paxá você baixar em casa para um chá? Que mosca me mordeu! É o meu fim! Para mim sem perder tempo o sol alargando os raios-passos avança pelo campo. Não quero mostra medo. Recuo para o quarto. Seus olhos brilham no jardim. Avançam mais. Pelas janelas, pelas portas, pelas frestas a massa solar vem abaixo e invade a minha casa. Recobrando o fôlego, me diz o sol com a voz de baixo: ¿Pela primeira vez recolho o fogo, desde que o mundo foi criado. Você me chamou? Apanhe o chá, pegue a compota, poeta! Lágrimas na ponta dos olhos - o calor me fazia desvairar, eu lhe mostro o samovar: ¿Pois bem, sente-se, astro! Quem me mandou berrar ao sol insolências sem conta? Contrafeito me sento numa ponta do banco e espero a conta com um frio no peito. Mas uma estranha claridade fluía sobre o quarto e esquecendo os cuidados começo pouco a pouco a palestrar com o astro. Falo disso e daquilo, como me cansa a Rosta², etc. E o sol: ¿Está certo, mas não se desgoste, não pinte as coisas tão pretas. E eu? Você pensa que brilhar é fácil? Prove, pra ver! Mas quando se começa é preciso prosseguir e a gente vai e brilha pra valer!¿ Conversamos até a noite ou até o que, antes, eram trevas. Como falar, ali, de sombras? Ficamos íntimos, os dois. Logo, com desassombro estou batendo no seu ombro. E o sol, por fim: ¿Somos amigos pra sempre, eu de você, você de mim. Vamos, poeta, cantar, luzir no lixo cinza do universo. Eu verterei o meu sol e você o seu com seus versos. ¿O muro das sombras, prisão das trevas, desaba sob o obus dos nossos sóis de duas bocas. Confusão de poesia e luz, chamas por toda a parte. Se o sol se cansa e a noite lenta quer ir pra cama, marmota sonolenta, eu, de repente, inflamo a minha flama e o dia fulge novamente. Brilhar para sempre, brilhar como um farol, brilhar com brilho eterno, Gente é pra brilhar que tudo o mais vá prá o inferno, este é o meu slogan e o do sol.

Por Vladimir Maiakóvski

Salmos, SL, 9:1, Eu te louvarei, Senhor, de todo o meu coração; contarei todas as tuas maravilhas.

Por Salmos, Antigo Testamento

⁠A chuva passou e a sombra do céu migrou para o chão O sol está lá e eu Vejo que o fim ensinou a lição que a vida está sempre A ensinar A história acabou mas sou grato pelo que vivi Junto de ti

Por Carvel

Os leitores servem-se dos livros como os cidadãos dos homens. Não vivemos com todos os nossos contemporâneos, escolhemos alguns amigos.

Por Voltaire