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Os professores da minha escola A professora de Matemática, com suas contas complicadas, falando em equações, no Teorema de Pitágoras. A professora de Português, com seu modo indicativo, falando em advérbios, interjeições, substantivos. A professora de Geografia, com seus complexos regionais, falando em sítios urbanos, em pontos cardeais. A professora de Ciências, com seus ensinamentos ecológicos, falando em evolução, em estudos biológicos. A professora de História, com seus povos bizantinos, falando na Idade Média, no Imperador Constantino. A professora de Inglês, com seus don't, do e does, falando em personal pronouns, na diferença entre go e goes. A professora de Artes, com suas obras e seus artistas, falando em artes ópticas, em pintores surrealistas. O professor de Educação Física, com suas regras de voleibol, falando sobre basquete, em times de futebol. Os professores da minha escola, com suas matérias que às vezes não entendemos, falando em todas as coisas, que aos poucos vamos aprendendo.
Por Clarice PachecoEu deveria ter respeitado meu tempo. Eu deveria ter crescido antes de engatinhar na sua direção. Eu deveria ter encarado o meu luto, curado minhas feridas e enfrentado os meus demônios antes de desbravar um novo amor. E também antes de afogá-lo com esse mar de questões que ainda não tinham sido resolvidas, que ainda não foram resolvidas, dentro de mim.
Por Juan JullianSalmos, SL, 135:5, De fato, eu sei que o Senhor é grande e que o nosso Deus está acima de todos os deuses.
Por Salmos, Antigo TestamentoContrariedades Eu hoje estou cruel, frenético, exigente; Nem posso tolerar os livros mais bizarros. Incrível! Já fumei três maços de cigarros Consecutivamente. Dói-me a cabeça. Abafo uns desesperos mudos: Tanta depravação nos usos, nos costumes! Amo, insensatamente, os ácidos, os gumes E os ângulos agudos. Sentei-me à secretária. Ali defronte mora Uma infeliz, sem peito, os dois pulmões doentes; Sofre de faltas de ar, morreram-lhe os parentes E engoma para fora. Pobre esqueleto branco entre as nevadas roupas! Tão lívida! O doutor deixou-a. Mortifica. Lidando sempre! E deve conta à botica! Mal ganha para sopas... O obstáculo estimula, torna-nos perversos; Agora sinto-me eu cheio de raivas frias, Por causa dum jornal me rejeitar, há dias, Um folhetim de versos. Que mau humor! Rasguei uma epopeia morta No fundo da gaveta. O que produz o estudo? Mais uma redacção, das que elogiam tudo, Me tem fechado a porta. A crítica segundo o método de Taine Ignoram-na. Juntei numa fogueira imensa Muitíssimos papéis inéditos. A Imprensa Vale um desdém solene. Com raras excepções, merece-me o epigrama. Deu meia-noite; e a paz pela calçada abaixo, Um sol-e-dó. Chovisca. O populacho Diverte-se na lama. Eu nunca dediquei poemas às fortunas, Mas sim, por deferência, a amigos ou a artistas. Independente! Só por isso os jornalistas Me negam as colunas. Receiam que o assinante ingénuo os abandone, Se forem publicar tais coisas, tais autores. Arte? Não lhes convém, visto que os seus leitores Deliram por Zaccone. Um prosador qualquer desfruta fama honrosa, Obtém dinheiro, arranja a sua "coterie"; Ea mim, não há questão que mais me contrarie Do que escrever em prosa. A adulaçãao repugna aos sentimento finos; Eu raramente falo aos nossos literatos, E apuro-me em lançar originais e exactos, Os meus alexandrinos... E a tísica? Fechada, e com o ferro aceso! Ignora que a asfixia a combustão das brasas, Não foge do estendal que lhe humedece as casas, E fina-se ao desprezo! Mantém-se a chá e pão! Antes entrar na cova. Esvai-se; e todavia, à tarde, fracamente, Oiço-a cantarolar uma canção plangente Duma opereta nova! Perfeitamente. Vou findar sem azedume. Quem sabe se depois, eu rico e noutros climas, Conseguirei reler essas antigas rimas, Impressas em volume? Nas letras eu conheço um campo de manobras; Emprega-se a "réclame", a intriga, o anúncio, a "blague", E esta poesia pede um editor que pague Todas as minhas obras... E estou melhor; passou-me a cólera. E a vizinha? A pobre engomadeira ir-se-á deitar sem ceia? Vejo-lhe a luz no quarto. Inda trabalha. É feia... Que mundo! Coitadinha!
Por Cesário VerdeGênesis, GN, 34:6, Então Hamor, o pai de Siquém, saiu para falar com Jacó.
Por Gênesis, Antigo TestamentoNeemias, NE, 3:18, Depois dele, os reparos foram feitos pelos seus irmãos: Bavai, filho de Henadade, governador da metade do distrito de Queila.
Por Neemias, Antigo TestamentoSabem, acho que prefiro ser homem do que deus. A gente não precisa de ninguém para acreditar na gente. A gente vai seguindo em frente de qualquer jeito. É o que fazemos.
Por Deuses Americanos